A polêmica não para e ficará no ar sempre. Se o Corinthians ganhar o título de 2010, em algum momento, alguém lembrará, que "meteram a mão", como se fala de 1977 e de 2005, até agora. Esses rolos são normais no futebol, porém, ganham uma dimensão maior quando envolvem o Corinthians e a força de sua torcida. Pouco importa se houve ou não a falta no Ronaldo. Para o corinthiano foi claríssima. Para os outros, um roubo. Fosse ao contrário, a marcação para o Cruzeiro e as opiniões seriam totalmente opostas.
Poucos se preocupam em conhecer detalhes da regra. O fanatismo e o coração falam mais alto. Afinal, estamos falando de futebol, onde a razão não entra, ou fica em décimo plano. Lógico que no futebol, como na nossa sociedade, tem de tudo. Tem bandido, tem mocinho (poucos), tem malandro e alguns que tentam, nem sempre com sucesso, manter a ética. Mas até o que é ou não ético no futebol, fica difícil de se definir.
A torcida gosta disso que vivemos nesse final de semana. Falatório, suspeitas, crimes premeditados (?), um pouco de novela, com todas as tramas, imaginadas por grandes autores, transferidas para a realidade, dentro do campo, ou, vá lá, nos bastidores.
As declarações de Cuca e Zezé Perrela, no Mesa Redonda do dia 12, mostram como são as coisas no mundo da bola. Entrevistados, na chegada ao Pacaembú, elogiaram Sandro Meira Ricci, comprovaram a lisura dele e até deram a entender que ele era o melhor árbitro do Brasil. Duas horas depois, Meira Ricci era um "vilão, um mafioso e até, no perrelês, um filho da ....". Bom retrato do futebol e da paixão tresloucada da bola.Ou alguém duvida que se o lance fosse O mesmo, só que do outro lado, no mesmo minuto, o árbitro sairia do Pacaembú dentro de um camburão, atacado por aqueles, que no sábado, acharam que o penalti no Ronaldo, foi indiscutível?