Mesmo ficando sem título no ano do Centenário, o Corinthians mostrou estar mil anos na frente do São Paulo e Palmeiras, já que os três compõem o chamado trio de ferro do futebol paulista. O Coringão foi o único entre eles a ir para a cobiçada Libertadores, sem falar de outras conquistas extra campo.
Em um excelente trabalho de bastidores, o presidente Andrés Sanchez conseguiu escantear o São Paulo de Juvenal Juvêncio, "a lenda", da Copa de 2014. Governo, CBF e Fifa toparam construir o Fielzão e fazer a abertura do torneio no tão sonhado estádio da Fiel.
Outro golaço alvinegro: a construção do CT Joaquim Grava, o maior e mais moderno da América Latina, sem dúvida. Mesmo incompleto, já transformou-se na "Cidade Corinthians", além de estar em excelente localização (perto do aeroporto de Cumbica, estratégico para a Copa 2014).
O Timão saiu-se melhor nos bastidores do que dentro de campo. Vejam o Palmeiras. Investiu milhões nas contrações de Valdívia, Kléber e do técnico Felipão e nem conseguiu passar pelo Goiás na semifinal da Copa Sul-americana. A Arena Palestra, que nascerá da reforma do velho Parque Antarctica, é uma esperança, porém um grande problema também. O dinheiro é pouco e o trabalho, muito.
O São Paulo está ferido. Depois de sete anos, cadê a Libertadores? As eleições vêm aí e Juvenal pode ter o "reinado" interrompido. No Palmeiras, Belluzzo já jogou a toalha e três facções disputam o poder do clube. Enquanto isso, a nova democracia corintiana segue o curso comum. Timão está apaziguado politicamente e continuísmo nunca mais.
E tenho dito!