Espanha fez críticas. Merecia ser escolhida (com Portugal) para o Mundial de 2018? Claro que sim. Ou ser campeã mundial não é um bom motivo? Mas não só os dois países que tinham méritos. Inglaterra não gostou de perder essa parada para a Rússia. Tem argumentos fortes: ótimos estádios, aeroportos e uma Liga forte. Só que já fez a sua, em 1966.
Tudo bem, mas a Rússia já estava mais do que merecendo ter a sua vez. E, convenhamos: por mais que Holanda/Bélgica, Estados Unidos e Austrália ostentem grandeza que garanta uma ótima competição, valeu a escolha da Fifa.
Agora, o Catar terá tudo para fazer a Copa dos sonhos, uma Copa 6 estrelas. Jogar no conforto de ambientes climatizados, fazer gols em estádios concebidos a nível de obras de arte, testemunhar, enfim, a existência do futebol bilhardário, será a consagração do maior evento esportivo do mundo e a glória dos privilegiados turistas que participarão, em 2022, de um banquete dos deuses da bola.
A Fifa não iria levar as estrelas mundiais a uma aventura de risco. Ela agiu convicta de que os dias do jogo apenas lúdico ficaram para trás. O século 21, para o futebol, escancara as portas de um mundo novo na participação do esporte no caminhar da humanidade, com a mesmas regras no campo de futebol mas com partidas que tenham como pano de fundo inimagináveis super-produções, tão surpreendentes quanto o possa ser a imaginação de governantes e arquitetos.
A maravilhosa aventura humana chamada Copa do Mundo veste os craques de um encantamento que vai além, muito além de um troféu de ouro, a maior joia jamais concebida, que Hideraldo Luis Benini, em 1958, ensinou como deve ser exibido.
Sem complicações
Numa corrida, quem chega na frente á o campeão. Num concurso, quem acerta mais questões é primeiro colocado. No arremesso, quem atira mais longe é que ganha. Por que negar que o campeonato de pontos corridos é o mais justo? Entre Fluminense, Corinthians e Cruzeiro está o melhor. É matemática: o que fizer mais pontos será o justíssimo campeão. Simples!
Plantando vitórias
Rápida nas negociações, bem sucedida nas buscas e pensando longe, a diretoria do Santos está aí, preparando com todo capricho seu ano novo. Enquanto outros esquentam cabeça com dívidas e discutem temas já perto do fim do prazo de validade, o Peixe vai cuidando do seu amanhã. Mais do que inteligente preparar o terreno para colher vitórias em 2011.
Cadê você?
Faz muita falta a figura de Antonio Roque Citadini. Longe de cargos no Corinthians, não quer dizer que deva estar longe do futebol. O silêncio que decidiu adotar é coisa de foro íntimo, certo. Mas a um líder cabem outras obrigações, entre elas, atuar, mesmo que como opositor, oferecendo ao seu clube de coração a contribuição de sua inteligência e de seu vasto conhecimento.
Flávio Prado
Agenda carregadíssima, âncora do Mesa Redonda, comentarista do Gazeta Esportiva e do Manhã Gazeta, comentarista titular apresentador da Jovem Pan, advogado e professor, Flávio Prado é o exemplo do homem que faz no seu dia-a-dia verdadeiro milagres. Com tamanha atividade profissional, ainda encontra tempo para bater uma bola com amigos amadores ou profissionais da bola (como Neymar, por exemplo) todas as segundas-feiras à noite, em seguida reunir o grupo para uma pizza, sem esquer o almoço das sextas-feiras num restaurante da alameda Campinas.
Mas o que mais impressiona nesse jornalista que não se conforma em ser apenas amigo leal de tanta gente, é o fato de levar, além do horizonte que visualiza, alívio e ajuda a milhões de anônimos seres humanos acolhidos nas creches, asilos e hospitais.
Sem saber a quem, leva muitíssimo a sério a missão de fazer o bem. Várias vezes por ano, cria fatos e promove eventos em que as pessoas trocam alimentos, medicamentos e outros itens pela alegria de assistir a shows lindos e partidas beneficentes de futebol de que sempre participa (fanático e catimbeiro) alcançando arrecadações que chegam a números incríveis, entre vinte e quarenta toneladas.
Esse é o grande Flávio Prado, com "F" de filantropia e "P" de Pai de sabe-se lá quantos necessitados.