
A relação do atacante Kleber com a diretoria do Palmeiras está deteriorada. Esse ambiente hostil ficou claro nesta segunda-feira com as palavras do próprio Gladiador sobre o diretor de futebol do clube, Roberto Frizzo. O atleta reclama que está sendo colocado contra a torcida.
"Se o Frizzo não tem caráter e não fala como homem, ele fica se escondendo, tentando me colocar contra o torcedor e não tem coragem de atender o telefone para conversar comigo e resolver o assunto", disparou o camisa 30, em entrevista à Rádio Estadão ESPN.
Frizzo responde críticas e diz que ouviu de Kleber: "Quero sair"
A rota de colisão entre Kleber e o Palmeiras começou a partir do momento em que o Flamengo realizou uma oferta, extremamente superior ao que o atleta ganha no Palestra Itália. Ao Verdão, o Rubro-Negro ofereceu cerca de R$ 7 milhões por metade dos direitos federativos do jogador.
Kleber aponta que já havia encontrado problemas com dirigentes do Palmeiras em oportunidades anteriores, inclusive em outras gestões. O atleta assegura que ainda sente uma contusão na coxa esquerda que o tirou das partidas oficiais das últimas três rodadas do Brasileirão.
"Eu tenho quase certeza que eles estão forçando a barra. Ele (Frizzo) está com medo das pressões, com medo de dar uma satisfação para a presidente do Flamengo. Liga lá e fala que não quer me vender. Mas me forçar a fazer a sétima partida e não querer ter a responsabilidade de falar que estou lesionado, só mostra o desrespeito da diretoria comigo, querendo me colocar para fazer o sétimo jogo, e acabar com a pressão sobre ele", afirmou.
Em reuniões com Roberto Frizzo na Academia de Futebol, Kleber alega que não pediu reajuste salarial ao Palmeiras - seu contrato é válido até 2015. No entanto, ele diz que recebeu garantias de Roberto Frizzo que haveria uma valorização dentro do clube.
"Nunca pedi aumento. Foi o Frizzo quem disse que resolveria a situação. Falou que iria procurar o financeiro do clube, aí disse para entrar em contato com Pepe (Giuseppe Dioguardi, empresário do Gladiador), o que ele não fez. Tenho contrato com o clube, e jogarei com aumento ou não", explicou o camisa 30, que prolongou as críticas contra o diretor de futebol. "Eu sou profissional, chego no clube às 9 da manhã e recebo por isso. Ele (Frizzo) tem vezes que nem aparece no clube, está mais preocupado com o restaurante dele", finalizou.
