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União de Mogi confia no ex-corintiano Gil para iniciar ascensão

Marcelo Belpiede São Paulo (SP)

Integrante da Série B (quarta divisão) do futebol paulista, o União de Mogi das Cruzes quer crescer e chegar às manchetes. Por isso, irá contar com o suporte de investidores para iniciar, a partir do começo de 2012, um projeto audacioso, qualificar seu elenco e alcançar as principais divisões do Estadual.

Pelo regulamento da Série B do Campeonato Paulista, o União de Mogi terá de formar um grupo com atletas de até 23 anos e reforçar com três peças sem limite de idade. Entre os veteranos, há dois ex-corintianos que acertam os últimos detalhes do futuro contrato: o zagueiro Nenê (campeão brasileiro de 1999 e atualmente com 36 anos) e o atacante Gil (30 anos), que chegou a ser convocado por Carlos Alberto Parreira para a seleção brasileira.

"Nosso planejamento é subir para a Série A-3 ano que vem e chegar ao centenário do União de Mogi já na Série A-2", comentou o novo gestor do clube, Antônio Carlos Fusa, em entrevista por telefone. "Vamos subir degrau por degrau, o interesse é chegar à Série A-1, mas com os pés no chão", emendou.

Diretoria e comissão técnica do União de Mogi confiam que Gil pode ser o alicerce para levar o futuro grupo ao sucesso. Porém, o jogador está parado desde o ano passado, quando teve o contrato com o Flamengo encerrado. Aliás, ele já ensaiava o fim da carreira, pois acumulava passagens sem destaque por Botafogo, Cruzeiro e Internacional.

"Eu encontrei o Gil, percebi que ele está magro, tem uma vida estável na parte financeira, guardou dinheiro, tem seus negócios. O jogador continua com uma boa idade e se interessou pelo nosso projeto", explicou Álvaro Gaia, técnico do União de Mogi.

Gazeta Press
Gil (esq) e Nenê (dir) são os reforços desejados pelos novos investidores do União de Mogi para 2012

A nova administração do União de Mogi terá de superar os problemas financeiros comuns nas instituições nacionais. A agremiação paulista acumula dívidas de R$ 1,5 milhão, sobretudo com 48 questões trabalhistas.

"Esses problemas são fruto de pessoas que passaram pelo clube nos últimos 30 anos. Temos a cabeça para resolver problemas administrativos. Claro que não é da noite para o dia que se resolve, mas estamos buscando ajuda", avisou Antônio Carlos Fusa.

No projeto do União do Mogi, os nomes de Gil e Nenê interessam, inclusive, para melhorar a estrutura do clube. "Quando esses atletas encerrarem definitivamente a carreira, temos a ideia de que continuem trabalhando com a gente, já que conhecem muito do que acontece em clubes grandes", confirmou Antônio Carlos Fusa.

Além de estar em fase final nas negociações com Nenê e Gil, o União de Mogi iniciou um processo de observação para achar jovens talentos e pensar em uma estrutura estável. "Nós temos observado os atletas mais jovens que estão se destacando na Série B do Paulista", encerrou Álvaro Gaia, que já teve passagem pela Portuguesa e vinha trabalhando com casas noturnas antes de voltar ao futebol.

 

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