Em entrevista à Sky News, o diretor de comunicações da entidade, Darryl Seibel, disse, entretanto, que a violência "faz com que as Olimpíadas e as Paraolimpíadas sejam ainda mais importantes", mas que "não existe uma cidade melhor" para sediar o evento.
"Precisamos de uma razão para ficar unidos. Somos conscientes do nível de trabalho e sabemos do nível de planejamento que há por trás disso", explicou o dirigente, que também frisou que os acontecimentos são "um reflexo do mundo em que vivemos hoje" e não da cidade em si.
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Seibel também admitiu não fazer ideia do quanto as instalações olímpicas que foram atacadas, no leste da cidade, foram danificadas. Na noite da última segunda-feira, a organização da Copa da Liga Inglesa decidiu cancelar dois jogos que seriam realizados nesta terça. Na manhã de hoje, o amistoso internacional entre as seleções da Inglaterra e da Holanda também foi suspenso.
Os protestos e saques em Londres teriam começado após a morte de Mark Duggan, de 29 anos, após tiroteio com a polícia local, a Scotland Yard, na quinta-feira. Os primeiros atos ocorreram próximo ao estádio do Tottenham, no norte da cidade, e se espalharam por todo o território londrino.
Ministra diz que segurança será revisada para Jogos de 2012
Em concordância com as declarações desta terça do Comitê Olímpico Britânico, a Ministra do Interior Theresa May revelou à radio BBC nesta manhã que as autoridades "levam a questão dos Jogos Olímpicos muito a sério".
"Muito trabalho foi feito para elaborar os planos para a segurança e a ordem pública nas Olimpíadas. Continuaremos a monitorar e a avaliar se for necessário", disse May.
As medidas envolvendo segurança fazem parte dos pontos principais envolvendo o evento na cidade no ano que vem, muito em função do atentado no sistema de transporte público matou 52 pessoas em julho de 2005.
