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Futsal/Bastidores - ( - Atualizado )

Eficiente, Vanessa foge ao estilo exibicionista do rei do futsal

Marcelo Belpiede São Paulo (SP)

A melhor jogadora de futsal não tem vocação para gracinhas e, mesmo assim, chegou ao topo do mundo. A ala Vanessa adota a eficiência como o seu principal cartão de visitas nas quadras, característica bem distinta do grande destaque do esporte, o ala Falcão, que leva os seus fãs ao delírio com jogadas plásticas, mas também é odiado por vários adversários.

"Eu não tenho muito drible, é jogo simples, é chutar e ter em mente o que a minha companheira que está com a bola vai fazer para antecipar a jogada", descreve a craque ao ser questionada sobre os próprios atributos.

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Nos gols que marca, Vanessa chama a atenção por dois detalhes: a facilidade em sair da marcação - fruto da inteligência e movimentação em quadra - e principalmente a precisão do arremate com as duas pernas. São atributos, aliás, sonhados por muitos jogadores do futsal masculino.

Divulgação
Ala Vanessa é a maior jogadora do mundo de futsal, mas não vive com regalias como o consagrado Falcão


"Ela é uma atleta completa, joga na posição de ala, na armação nas jogadas, tem boa finalização, é artilheira frequentemente nas competições. É uma jogadora mágica, espetacular. O prêmio de melhor do mundo veio até tarde", exalta Eder Popiolski, técnico da atleta no Unochapecó/Nilo Tozzo/Aurora, de Santa Catarina.

Ao contrário dos jovens que veneram Falcão, Vanessa cita como maiores ídolos dois nomes que já se aposentaram das quadras e foram os antecessores do camisa 12 na condição de melhor do Brasil. "Para mim, são dois os melhores do mundo, o Manoel Tobias e o Vander Iacovino (atual auxiliar da Seleção masculina e técnico da Seleção feminina)", comenta. "No caso do Falcão, eu gosto dele dentro de quadra", emendou a craque, bem mais econômica.

Receio: Rainha das quadras do Brasil, Vanessa confessa que já pensou em tentar a sorte no futebol de campo. A modalidade, dentro do país, também necessita de maior apoio. Porém, as jogadoras de ponta que atuam no exterior, como Marta e Cristiane, ganham uma remuneração invejada por muitos esportes.

Vanessa sofre, entretanto, com a desconfiança em amargar um fracasso nos gramados. "Nunca cheguei a fazer teste no campo, meus pais até falam para tentar, mas o problema é o medo de não ter a adaptação do jeito que ocorreu com o Falcão no São Paulo. Eu tenho alguma estabilidade no futsal e também não fui chamada para fazer testes em times com estrutura", justifica.

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