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Jogos Pan-americanos de 2011/Boxe - ( - Atualizado )

Medalhista, peso galo mexicano compara boxe a rinhas: "é parecido"

Bruno Ceccon (textos) e Sergio Barzaghi (imagens) Guadalajara (México)

O boxeador Óscar Valdez, nascido no estado mexicano de Sonora, costumava acompanhar brigas de galo ao lado do pai na infância. Anos depois, virou lutador e, coincidentemente, disputa a categoria peso galo (até 56kg) dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara. Com o bronze já garantido, ele vê semelhanças entre as duas atividades.

Veja galeria de fotos da briga de galo

"No meu estado natal, tem muita briga de galo. Eu gosto e meu pai sempre usou as rinhas como exemplo para o boxe pela maneira como os galos lutam: de bater e não ser atingido, de entrar e sair. Eu gosto bastante, é a técnica que qualquer boxeador precisa ter", afirmou.

Na semifinal, o fã das rinhas enfrenta o brasileiro Robenilson de Jesus. Como o boxe não prevê decisão de terceiro lugar, ambos já têm, pelo menos, o bronze assegurado. "A briga de galo tem muito a ver com o boxe. Por isso, existe a expressão: 'ele luta como galo'", afirmou Valdez.

Proibida no Brasil, a briga de galo é comum em vários países da América Latina. Desta forma, outros boxeadores medalhistas nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara também se revelaram admiradores da prática e traçaram paralelos com a nobre arte.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Peso galo mexicano costumava frequentar rinhas na infância ao lado do pai e virou lutador da categoria peso galo
"Em algumas províncias do Equador, como Manabí e Sucumbíos, as pessoas gostam bastante de briga de galo. Eu não fui muitas vezes, mas gosto de ver. Os galos têm estratégia para aplicar as navalhadas, assim como os boxeadores para golpear o seu adversário", disse Júlio Castillo, semifinalista entre os pesados.

O brasileiro David Lourenço, campeão mundial juvenil e dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010, perdeu nas quartas de final do Pan diante do cubano Emilio Correa. Apesar de não ser fã das brigas de galo, o lutador centro-americano também vê semelhanças com o boxe.

"Nas rinhas, o galo é um atleta, como se fosse um pugilista. Os animais são treinados e, inclusive, pesados antes de cada luta, eles têm o mesmo estilo dos boxeadores. Há briga de galo em Cuba, mas eu, particularmente, não gosto muito", explicou o lutador da categoria meio-médio-ligeiro, mais um semifinalista do Pan.

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