O boxeador Óscar Valdez, nascido no estado mexicano de Sonora, costumava acompanhar brigas de galo ao lado do pai na infância. Anos depois, virou lutador e, coincidentemente, disputa a categoria peso galo (até 56kg) dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara. Com o bronze já garantido, ele vê semelhanças entre as duas atividades.
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"No meu estado natal, tem muita briga de galo. Eu gosto e meu pai sempre usou as rinhas como exemplo para o boxe pela maneira como os galos lutam: de bater e não ser atingido, de entrar e sair. Eu gosto bastante, é a técnica que qualquer boxeador precisa ter", afirmou.
Na semifinal, o fã das rinhas enfrenta o brasileiro Robenilson de Jesus. Como o boxe não prevê decisão de terceiro lugar, ambos já têm, pelo menos, o bronze assegurado. "A briga de galo tem muito a ver com o boxe. Por isso, existe a expressão: 'ele luta como galo'", afirmou Valdez.
Proibida no Brasil, a briga de galo é comum em vários países da América Latina. Desta forma, outros boxeadores medalhistas nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara também se revelaram admiradores da prática e traçaram paralelos com a nobre arte.
O brasileiro David Lourenço, campeão mundial juvenil e dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2010, perdeu nas quartas de final do Pan diante do cubano Emilio Correa. Apesar de não ser fã das brigas de galo, o lutador centro-americano também vê semelhanças com o boxe.
"Nas rinhas, o galo é um atleta, como se fosse um pugilista. Os animais são treinados e, inclusive, pesados antes de cada luta, eles têm o mesmo estilo dos boxeadores. Há briga de galo em Cuba, mas eu, particularmente, não gosto muito", explicou o lutador da categoria meio-médio-ligeiro, mais um semifinalista do Pan.
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