A conversa é a mesma desde as primeiras rodadas do Campeonato Paulista: existe a necessidade urgente de corrigir a marcação nas bolas aéreas para evitar o sofrimento de tantos gols. Apesar do mantra, o São Paulo insiste em repetir as falhas e torna-se presa fácil nesse tipo de jogada.
O problema é que as coisas podem se complicar ainda mais nno próximo domingo, quando o Tricolor terá pela frente o Palmeiras, em Presidente Prudente. Isso porque o Verdão conta com um dos maiores especialistas do futebol brasileiro em bolas paradas, o volante Marcos Assunção.
A ordem dentro do elenco do Tricolor é trabalhar duro, porque a situação já preocupava e pode piorar na décima rodada do Campeonato Paulista. Além disso, a equipe desceu uma posição na tabela de classificação - agora é quinto - e tem se destacado pela irregularidade. Após uma vitória cheia de propriedade contra o Paulista de Jundiaí, o time de Emerson Leão foi a Bragança Paulista e ficou no 3 a 3 com o time da casa.
"É uma coisa que está preocupante aqui dentro do São Paulo. Temos que colocar na cabeça que não pode errar, porque existem bons cabeceadores no time. Estamos tomando esses gols e espero que isso não aconteça mais. Precisamos aprimorar isso aí o mais rápido possível. É um erro coletivo e o Leão vai observar para a gente não fazer mais", afirmou o meia Cícero, que atuou improvisado no ataque e marcou dois gols diante do Bragantino.
Os erros são repetidos mesmo quando Paulo Miranda, companheiro de Rhodolfo na zaga do Tricolor, não está em campo, como diante do Bragantino. Além da bola aérea, que é um susto inclusive nas saídas às vezes estabanadas do goleiro Dênis, a marcação antes do cruzamento preocupa. A respeito dessa situação, Cícero brincou: "Eu fico no primeiro pau, responsável por aquela função. Queria poder subir e tirar, mas cada um tem sua função e eu não sou tão alto".
"Não tivemos conversa para esse jogo contra o Palmeiras ainda, mas nem precisa. Quando você entra, independente do jogo, precisa estar com vontade, esforço, fazer o máximo pelo São Paulo. Aqui não tem menino, tem um grupo de homens que quer corrigir erros e vencer partidas, ainda mais no clássico", encerrou Cícero.