O técnico Emerson Leão decidiu não revelar os segredos do São Paulo para o duelo do próximo domingo em Presidente Prudente, diante do Palmeiras. No entanto, admitiu a possibilidade de lançar mão da marcação individual, de forma que cada jogador fique responsável por 'não desgrudar' do adversário. Outra maneira de solucionar esse problema é adotar a marcação por zona, responsabilizando todo o setor por bloquear o Palmeiras.
Durante cerca de dez minutos, o treinador explicou como trabalha a minimização dos erros defensivos para enfrentar o Verdão de Marcos Assunção no domingo. A ideia é ser cúmplice dos jogadores de defesa e deixar que eles decidam sozinhos a tática a ser utilizada.
"Se nós tomamos um gol de bola parada é normal, até dois. Três já tem que prestar atenção, mas metade dos gols é um erro nosso. Individual, coletivo ou de posicionamento. Conversei com nossa defesa, resolvi adotar cumplicidade no acerto. A primeira ideia é fazer marcação individual. Aquela coisa: se for ao banheiro, nosso jogador vai com ele. Outra possibilidade é por zona. Pedi para eles pensarem e definirem o que querem", afirmou Emerson Leão.
Dos 11 gols sofridos pelo São Paulo no Campeonato Paulista de 2012, seis foram em jogada de bola aérea, com erro de marcação da defesa e conclusão dentro da pequena área. A responsabilidade de resolver esse problema com urgência é justamente devido ao adversário de domingo, que tem essa jogada como principal fonte de gols.
O Palmeiras tem um dos principais ataques do Paulistão, com 18 gols marcados, sendo 11 em jogadas de bola aérea. Deste número, a maioria das chances é criada a partir das cobranças de falta de Marcos Assunção. Questionado a respeito do 'segredo' para matar essa jogada, Leão foi profético: "O segredo é ter segredo para solucionar". Ou seja, quanto ao volante palmeirense, novas conversas serão realizadas com a defesa são-paulina.