Rubens Barrichello não está mais na Fórmula 1, mas segue acompanhando de perto tudo que envolve a categoria. E, assistindo pela televisão, ele não se iludiu com os tempos da Mercedes no terceiro dia de testes em Jerez de la Frontera. Para o brasileiro, o fato de o alemão Nico Rosberg ser o mais rápido do dia, não significa que a equipe esteja com um carro brilhante.
"Estes testes servem para misturar a cabeça daqueles que não estão lá. São 150 kg em um tanque de gasolina. Se estiver com 100 kg, você ganha quatro segundos para brincar. A Red Bull, com certeza, está lotada de gasolina", analisou Rubinho, em entrevista ao Arena Sportv.
Além do primeiro tempo nesta quinta-feira, a Mercedes já tinha sido a mais rápida no dia anterior, com o alemão Michael Schumacher. Bi campeã de Construtores, a Red Bull, por outro lado, foi apenas a sexta colocada com Sebastian Vettel.
"É para não mostrar as cartas. As melhores equipes não vão falar: "olha como estamos bem". A Ferrari é outra que não está andando bem, mas não dá para saber se é por conta da gasolina ou se o carro realmente não está bom", disse Barrichello, citando a escuderia que defendeu entre 2000 e 2005, e que ficou com o sétimo tempo do dia ao ser pilotada por Fernando Alonso.
Última equipe de Rubinho na Fórmula 1, a Williams também não desperta muita confiança no brasileiro, que aposta em mais um ano de problemas para Bruno Senna e Pastor Maldonado. "O motor é novo, tem dirigentes novos, outro projetista, tem coisas boas para acontecer. Mas não vai mudar de um dia para o outro. A saída de Sam Michael (ex-diretor técnico da Williams) fez a equipe perder o rumo. Estão oscilando e vai demorar um pouco de tempo para se reerguer".
Na temporada passada, Rubinho teve problemas com o carro da Williams e a própria equipe admitiu problemas ao terminar o Mundial de Construtores apenas na nona colocação.