 | | | | | | | Em 1993, o Ceará ficou na quinta colocação do Grupo C do Campeonato Brasileiro e, de acordo com o regulamento da época, os quatro últimos colocados dessa chave e do Grupo D seriam rebaixados à Série B. Assim, ao lado de Santa Cruz, Goiás, Fortaleza, América-MG, Coritiba, Atlético-PR e Desportiva, o Vozão se viu obrigado a disputar a segundona no ano seguinte. O problema é que o alvinegro gostou da ideia, e só conseguiu o acesso à divisão principal em 2009, após uma vitória por 2 a 1 sobre a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, pela 37ª rodada da Série B. A história do Ceará, porém, começou em 2 de junho de 1915, quando a diretoria do Rio Branco Foot-ball Club, fundado por Luis Esteves Júnior e Pedro Freire, decidiu convocar uma assembléia geral para escolher um novo nome e designar o corpo diretivo. Assim, a equipe passou a se chamar Ceará Sporting Club, presidida por Nelson Gurgel do Amaral, trocando o uniforme lilás e branco pelo alvinegro. | |  |
|  | No mesmo ano da fundação, o Ceará conquistou o primeiro torneio estadual de uma série de cinco seguidos. Sob a chancela da Liga Cearense Metropolitana de Futebol, organizadora do esporte local, a equipe venceu o Stela Foot-ball Clube por 2 a 1, com gols do capitão Humberto Ribeiro e Pacatuba. Quem se destacou nas conquistas seguintes foi o atacante Walter Barroso, autor de dois gols na final de 1916, contra o Maranguape, mais um contra o Fortaleza na decisão de 1918, e outros dois contra o mesmo tricolor na partida derradeira do torneio de 1919, quando o placar de 2x1, de virada, deu o pentacampeonato ao Vovô. Outro feito importante foi o vice-campeonato da Copa do Brasil em 1994. Na campanha que levou a equipe cearense à decisão da segunda principal competição nacional, o time eliminou o Campinense na primeira fase. Em seguida, passou pelo Internacional, pelo Palmeiras, atual campeão brasileiro e que, mais tarde naquele ano, conquistaria o bi, e na semifinal saiu vitorioso do duelo com o Linhares-ES. Na final, foi superado pelo Grêmio. Após um empate por 0 a 0 no Castelão, o tricolor gaúcho venceu por 1 a 0 no Olímpico. A partida no Sul ficou marcada pela arbitragem conturbada do paulista Oscar Roberto Godói, que deixou de marcar pênalti em um lance com o atacante cearense Sérgio Alves. Com o vice-campeonato, no ano seguinte, a equipe de Porangabuçu disputou a extinta Copa Conmebol, torneio continental. |
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