As passagens dos astros Ronaldo, Roberto Carlos e Adriano e o anúncio do futuro estádio do clube como sede da abertura da Copa do Mundo de 2014 não serviram para internacionalizar o Corinthians. A opinião é do vice-presidente Luis Paulo Rosenberg, que espera alcançar o feito com a contratação do chinês Chen Zizao.
"Falta dimensão internacional. Você vai me dizer: claro, nunca ganhou a Libertadores. É verdade e estamos empenhados nisso, levar o nome do Corinthians para fora é uma missão. Dos grandes, o menos internacional é o Corinthians. O Flamengo, o São Paulo, o Vasco, o Inter, o Palmeiras... todos são mais conhecidos", discursou o dirigente, antes de salientar que o caminho para a fama no exterior já está sendo percorrido.
"Há cinco anos, se a gente sentasse para conversar, veríamos um time comandado por um tirano (o ex-presidente Alberto Dualib, que renunciou em 2007) por quase quinze anos, envolvido nas páginas policiais. Conseguimos fazer a revolução e começar um projeto novo. O objetivo é um só: colocar o Corinthians no seu lugar. O Corinthians que a gente quer não é só o melhor clube do Brasil", emendou.
A estratégia de chamar a atenção da China, um país sem tradição no futebol, pode parecer infundada. A intenção do clube, porém, se justifica com o constante crescimento da economia da nação mais populosa do planeta.
"As similaridades entre as nações corintiana e chinesa são muito grandes. O povo chinês é extramamente emotivo, trabalhador, sofrido. Se encontra em um momento espetacular de crescimento, mas o desempenho no futebol é irritante. É incompreensível que um país daquele tamanho não tenha um futebol à altura de sua grandeza e tradição", comentou Rosenberg, disposto a abrir as portas do mercado chinês para o Timão ao convencer parte de sua enorme população a acompanhar o futebol.