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Eu seria um bom técnico para o São Paulo, garante Juvenal Juvêncio

William Correia São Paulo (SP)

Desde quando assumiu a presidência do São Paulo, há seis anos, Juvenal Juvêncio já contratou seis técnicos diferentes, sendo um deles, Muricy Ramalho, por três anos e meio. Em meio a tantas trocas, o dirigente, que proíbe os treinadores de indicarem contratações ou dispensas, tem certeza de que daria conta do recado se estivesse no banco de reservas.

“Eu seria um bom técnico para o São Paulo”, assegurou o mandatário, com histórico de interferências em escalações, pouco depois de demitir Emerson Leão. Para o presidente, não seria necessário nem treinar, mas acompanhar o jogo do lado do técnico, como fazia Laudo Natel nos anos 1950 e 1960. “Olha, naquele tempo que o diretor podia entrar no campo, lá atrás...”, imaginou Juvenal.

“O diretor sentado no banco ajuda. Se tiver autoridade, e conhecimento, muda o jogo durante a partida. Tenho história nisso aí”, assegurou o atual mandatário, relatando seu sofrimento por acompanhar tudo de longe. “Hoje fico na arquibancada, é difícil. Você não consegue, fica sofrendo mais do que os outros porque quer telefonar. É complicado.”

Juvenal dá como argumento mais do que o seu conhecimento de futebol. A seu favor, o presidente, que ordenou o afastamento de Paulo Miranda em maio deixando o elenco desconfortável, se diz bem relacionado entre os atletas. “Os jogadores falam muito comigo. E me ouvem muito. Tenho um contato muito forte com os atletas”, assegurou.

Divulgação/Vipcomm
Apesar de garantir sua qualidade no banco, o presidente ainda não cogita se arriscar a treinar o São Paulo
“Meus diretores sabem que, quando a coisa aperta muito, os jogadores chamam o Juvenal Juvêncio para uma palestra, que ocorre em geral uma ou duas vezes por ano, em momentos difíceis”, continuou o presidente, sempre acompanhado por aliados em suas aparições públicas.

Uma das palestras ocorreu exatamente no período em que Paulo Miranda estava vetado pela diretoria. Após a equipe perder por 1 a 0 para a Ponte Preta, em Campinas, na ida das oitavas de final da Copa do Brasil, Juvenal foi aos vestiários do Morumbi ao lado do vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes e do diretor de futebol Adalberto Baptista para, sem a presença de Leão, discursar ao grupo, ainda sem Paulo Miranda.

“Nós nos reunimos antes, no vestiário, só comigo. ‘Fecha a porta!’ (grita, relatando como se ordenasse que um funcionário fechasse o vestiário) Coincidentemente, precisávamos fazer dois gols e fizemos três”, lembrou Juvenal, ao falar da vitória por 3 a 1 que colocou o Tricolor nas quartas de final da Copa do Brasil.

O presidente acredita que a partida provou o resultado de suas palavras: empenho em campo. “Ao final, fui para o vestiário esperar os jogadores. Teve jogador que chegava andando com certa dificuldade em mudar os passos. Deram a alma! O que ganhou de três não foi a técnica, foi a alma”, definiu.

Por enquanto, porém, o dirigente não vai se arriscar. Juvenal Juvêncio abriu mão da política de só demitir um técnico quando tem um substituto encaminhado e já se colocou em uma "guerra" atrás de alguém para o lugar de Emerson Leão.

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