Futebol/Copa Libertadores - ( - Atualizado )

Emerson prova que tem estrela para se consagrar como “novo Basílio”

Bruno Ceccon, Helder Júnior, Marcelo Belpiede e Tossiro Neto São Paulo (SP)

O atacante Emerson em nada se parece com o ex-jogador Basílio. Enquanto o ídolo que marcou o gol do histórico título do Campeonato Paulista de 1977 é bastante tranquilo e político, o novo “libertador” do Corinthians costuma se divertir com as polêmicas que se envolveu ao longo de sua carreira. É inegável, no entanto, que o Sheik também tem pés de anjo.

Sheik: sem talento para cantor

Depois de se destacar como tricampeão brasileiro por três times diferentes (Flamengo em 2009, Fluminense em 2010 e Corinthians em 2011), Emerson se consagrou definitivamente como o autor dos gols que deram o primeiro título da Copa Libertadores da América ao Timão. Nas semifinais, já havia sido decisivo ao anotar contra o Santos, na Vila Belmiro.

Sheik parecia prever a importância que teria para o Corinthians na Libertadores. O jogador costuma dizer que “tem estrela”. Por isso, havia feito antecipadamente um pingente com o número três gravado em uma taça do Campeonato Brasileiro, antes mesmo de ter a garantia do título obtido em 2011. Ele anotara o gol que dera a conquista ao Fluminense no ano anterior.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Emerson beijou a taça que ajudou a conquistar com dois gols na decisão contra o Boca Juniors
Desta vez, antes de superar o Boca Juniors, Emerson comprou uma gigantesca garrafa de champanhe com seu nome escrito em cristais Swarovski. Em La Bombonera, após brigar em campo com os jogadores argentinos e dar uma assistência magistral para Romarinho empatar a partida em 1 a 1, ele disse ter vindo “da favela” e avisou que “teria volta” no Pacaembu. Ele, de fato, deu o troco.

Se Basílio não gosta de se vangloriar muito pela libertação do jejum de títulos do Corinthians em 1977, Emerson parece ter outro perfil. Ele é polêmico. O atacante que começou a carreira no São Paulo já foi descoberto como “gato”, por ter adulterado a sua idade, e chama-se Marcio Passos de Albuquerque. O episódio ficou no passado. Assim como suas intrigas no Fluminense, time em que se desentendeu por se declarar flamenguista. Cantou “Bonde do Mengão sem freio” e até deu tiros de chumbinho em um hotel de Montevidéu.

"No ano passado, me tiraram de um lugar me acusando de algo que não fiz. Falaram muita coisa de mim e agora isso é a prova de que não fiz nada.  Tem muita gente que gosta de mim aqui. Sou campeão da Libertadores", desabafou Emerson, após o apito final na decisão da Libertadores.

Emerson, agora, é um personagem muito mais querido do que controverso. Até o fato de ter uma macaca, chamada Cuta, o torna carismático. É o “novo Basílio”.

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