O atacante Emerson em nada se parece com o ex-jogador Basílio. Enquanto o ídolo que marcou o gol do histórico título do Campeonato Paulista de 1977 é bastante tranquilo e político, o novo “libertador” do Corinthians costuma se divertir com as polêmicas que se envolveu ao longo de sua carreira. É inegável, no entanto, que o Sheik também tem pés de anjo.
Sheik: sem talento para cantor
Depois de se destacar como tricampeão brasileiro por três times diferentes (Flamengo em 2009, Fluminense em 2010 e Corinthians em 2011), Emerson se consagrou definitivamente como o autor dos gols que deram o primeiro título da Copa Libertadores da América ao Timão. Nas semifinais, já havia sido decisivo ao anotar contra o Santos, na Vila Belmiro.
Sheik parecia prever a importância que teria para o Corinthians na Libertadores. O jogador costuma dizer que “tem estrela”. Por isso, havia feito antecipadamente um pingente com o número três gravado em uma taça do Campeonato Brasileiro, antes mesmo de ter a garantia do título obtido em 2011. Ele anotara o gol que dera a conquista ao Fluminense no ano anterior.
Se Basílio não gosta de se vangloriar muito pela libertação do jejum de títulos do Corinthians em 1977, Emerson parece ter outro perfil. Ele é polêmico. O atacante que começou a carreira no São Paulo já foi descoberto como “gato”, por ter adulterado a sua idade, e chama-se Marcio Passos de Albuquerque. O episódio ficou no passado. Assim como suas intrigas no Fluminense, time em que se desentendeu por se declarar flamenguista. Cantou “Bonde do Mengão sem freio” e até deu tiros de chumbinho em um hotel de Montevidéu.
"No ano passado, me tiraram de um lugar me acusando de algo que não fiz. Falaram muita coisa de mim e agora isso é a prova de que não fiz nada. Tem muita gente que gosta de mim aqui. Sou campeão da Libertadores", desabafou Emerson, após o apito final na decisão da Libertadores.
Emerson, agora, é um personagem muito mais querido do que controverso. Até o fato de ter uma macaca, chamada Cuta, o torna carismático. É o “novo Basílio”.
