Futebol/Copa Libertadores - ( )

Gobbi admite que minimizou a Libertadores para desviar foco

Bruno Ceccon, Helder Júnior, Marcelo Belpiede e Tossiro Neto São Paulo (SP)

A primeira conquista de Mário Gobbi como presidente do Corinthians foi logo a mais esperada pelos torcedores. Extasiado pelo título da Copa Libertadores da América, o dirigente aproveitou o momento para explicar as críticas que fez ao torneio continental durante a fase de grupos.

Segundo Gobbi, desmerecer a Libertadores serviu para desviar o foco e aliviar a pressão sobre o técnico Tite e os jogadores. O presidente chegou a declarar que o campeonato “não serve para limpar a sola do sapato do Corinthians”. “Quando falei aquelas frases fortes da Libertadores, muita gente adorou. Virou manchete. Mas foi só para tirar o peso do grupo. Era disso que precisávamos. Eu queria ser campeão, e não agradar a gregos e troianos”, explicou.

Gobbi ainda rebateu quem não compreendeu sua postura. “Durante cinco meses, fiz tudo para tirar o peso do campeonato das costas do grupo. Falei certas coisas, e houve gente que não entendeu. Mas também não posso ensinar o abecedário para todo mundo. Dizer que morango é uma frutinha que se come com chantili é demais, não? Quando você lê uma obra, a interpretação não é gramatical. É teleológica. Você deve saber o sentido que a pessoa aplicou”, bradou.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Para o Corinthians ser campeão, Mário Gobbi tentou desviar o foco ao contestar a Libertadores
Apesar de dar uma resposta a quem o criticou pelas declarações sobre a Libertadores, o presidente corintiano preferiu não estender seu desabafo a times rivais. “Acabou a gozação deles? Não sei. Não me preocupo com a vida dos outros, e sim com a minha. A minha alegria é a vitória do Corinthians. Se outro time ganhou ou perdeu, é irrelevante para mim. Só consigo ser feliz com as minhas coisas”, sorriu, sem se conter no final da entrevista

“Ser campeão da Libertadores para o Corinthians é muito pouco. O Corinthians tinha que ser campeão invicto. É para nenhuma língua maligna ter algo para dizer de nós”, concluiu Mário Gobbi.

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