Convidado pela reportagem da Gazeta Esportiva.net a conhecer o Memorial do Corinthians na quarta-feira, Edgar Vivar não se entusiasmou somente com o troféu de campeão da Copa Libertadores da América em sua passagem pelo museu. O intérprete dos personagens “Seu Barriga” e “Nhonho” no seriado “Chaves” também ficou admirado e até interagiu com as imagens de alguns ídolos do clube paulista.
Quando finalmente se cansou de erguer a taça da Libertadores, Edgar se apressou na direção de um totem do ex-atacante Ronaldo. Abriu as duas mãos para medir a barriga do jogador que se acostumou às críticas pela má forma física no final da carreira e brincou: “Não sei se estou mais gordo ou não do que ele”. Em seguida, com um largo sorriso no rosto, constatou que era bem mais baixo do que o ex-atleta. “Foi um grande jogador!”, elogiou.
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Três anos antes de Ronaldo se aposentar e culpar o hipotireoidismo pelo excesso de peso, Edgar Vivar realizou uma cirurgia de redução de estômago, em 2008, que o ajudou a perder quase 90 kg. O comediante já havia participado do reality show de dieta “Cuestión de Peso”, na Argentina. A obesidade, contudo, continuou a prejudicar a sua saúde – ele chegou a correr risco de morte e recebeu a recomendação médica (não cumprida) de abandonar a carreira de ator. Agora, na quinta visita a São Paulo, voltou a se deliciar ao comer salgadinhos industrializados de bacon, entre outras guloseimas. “Mas não posso exagerar.”
Mas não eram apenas recordações de Ronaldo que Edgar queria ver no Memorial do Corinthians. Ele estava ansioso para conhecer as marcas dos pés de Zenon, que fez sucesso na década de 1980. O motivo: o nome completo do Seu Barriga é “Zenón Barriga y Pesado”. “Você sabe por quê? Zenón, em espanhol, é como se fosse uma grande janta!”, explicou, chegando mais perto do espaço do museu destinado ao bigodudo meia-esquerda da Democracia Corinthiana. “É meu xará, como dizem em português”, sorriu. Sócrates, o líder daquele movimento de que Zenon participou, era médico de formação – assim como Vivar. “Que coisa! É melhor seguir outra profissão!”, comentou o humorista.
O ex-jogador do Corinthians que mais entusiasma Edgar Vivar, no entanto, não é Ronaldo, Zenon nem Sócrates. Ele tinha 25 anos quando assistiu à Seleção Brasileira de Roberto Rivellino conquistar o tricampeonato mundial no México, seu País. “Eu me encantava muitíssimo com Rivellino! Era fantástico! Quero ver tudo que há sobre ele no museu”, avisou, antes de reverenciar o maior craque brasileiro da Copa de 1970.
Pelé, Rivellino, Zenon, Sócrates e Ronaldo não foram os únicos brasileiros lembrados por Edgar Vivar no museu. Ele ainda ficou encantado com imagens de torcedores anônimos, exibidas em telões, e chegou a balbuciar algumas letras das músicas mais famosas dos corintianos e a fingir que batucava com as mãos. Também se espantou com o tamanho da taça do histórico título paulista de 1977 e disse preferir a camisa listrada em preto e branco do time de Basílio à predominantemente clara. No instante em que viu o uniforme rosa do Corinthian-Casuals (os ingleses inspiraram a fundação do Corinthians brasileiro), torceu o nariz: “Como é feio! Prefiro o do meu Corinthians!”.
Edgar Vivar se permitiu até brincar com a rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Ao ouvir que só precisava assistir a um clássico no estádio para se tornar corintiano definitivamente (no México, é torcedor do Pumas), o humorista riu: “Acho que vou torcer pelo Palmeiras, hein?”. E corrigiu rapidamente: “É brincadeira!”.