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Oito times buscam segundo título brasileiro na Copa Sul-americana

Gazeta Press São Paulo (SP)

O futebol brasileiro começa a sua participação na Copa Sul-americana de 2012 nesta terça-feira e oito times tentam dar ao País o segundo título na história da competição. Apenas o Internacional, na edição de 2008, sentiu o gosto de levantar a taça. Dessa vez a missão caberá a Botafogo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Coritiba, Bahia, Atlético-GO e Figueirense.

Dessa vez as chances do Brasil aumentam, pois a competição, antes renegada por boa parte dos clubes brasileiros, começa a ter mais prestígio, como define Oswaldo de Oliveira, técnico do Botafogo: “Nós aqui vamos encarar a competição com seriedade, pois ela dá uma vaga na Copa Libertadores, sendo um atalho se comparado ao Campeonato Brasileiro, que é longo e mais complicado”.

O torneio realmente passou a ser visto de outra maneira com a conquista de vaga na Libertadores ao vencedor. Presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o paraguaio Nicolás Leóz concorda com a visão de Oswaldo e dos outros brasileiros: “Os clubes sabem que a possibilidade de disputar a Copa Libertadores existe com a realização de poucos jogos. É mais fácil, teoricamente, do que jogando um campeonato nacional com mais de vinte jogos. Mas logicamente que, além disso, tem todo o prestígio de ganhar um título continental. As torcidas vibram, principalmente quando chega a reta decisiva”.

Além da vaga na próxima Copa Libertadores, o campeão da Copa Sul-americana disputa a Recopa Sul-americana contra o ganhador da Libertadores, sem contar a Copa Suruga Bank, diante do campeão japonês.

Nos confrontos entre brasileiros, o Botafogo vai medir forças com o Palmeiras, enquanto o São Paulo enfrenta o Bahia. Outro duelo será entre Atlético-GO e Figueirense, mal na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro. Esses três confrontos estão programados para quarta-feira. Mas, nesta terça-feira, os brasileiros já entram em campo no duelo entre Grêmio e Coritiba, no estádio Olímpico, em Porto Alegre.

O HISTÓRICO DOS BRASILEIROS
Na primeira edição da Copa Sul-Americana, em 2002, o Brasil não enviou representantes. Isso porque, naquela ocasião, o Campeonato Brasileiro ainda era decidido no sistema de mata-mata e a CBF alegou que o calendário nacional estava apertado. Por isso, os brasileiros iniciaram sua participação no torneio apenas em 2003 e quem foi mais longe foi o São Paulo, eliminado pelo River Plate nas semifinais. Após perder por 3 a 1 em Buenos Aires o Tricolor paulista ganhou por 2 a 0 no Morumbi, num jogo polêmico e de troca de agressões entre os atletas. Nos pênaltis, o River Plate ganhou por 4 a 2.

Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Em 2003, a eliminação do São Paulo diante do River ficou marcada pela voadora do atacante Luis Fabiano
No ano seguinte, em 2004, o melhor representante brasileiro veio do Sul. O Internacional começava a montar o time que seria campeão da Libertadores e mundial dois anos depois. Mas, na Sul-Americana, caiu nas semifinais, perdendo para o Boca Juniors por 4 a 2 na Argentina e conseguindo apenas um empate sem gols no Beira-Rio. O time argentino se sagraria campeão. Em 2005 os brasileiros não passaram das quartas-de-final, assim como no ano passado. O Atlético-PR chegou às semifinais de 2006, mas acabou eliminado pelo Pachuca, do México, que conquistaria o título. Naquela ocasião os paranaenses perderam por 1 a 0 na Arena da Baixada e na tentativa de inverter o resultado em território mexicano acabaram goleados por 4 a 1.

Divulgação
Em 2006, o Atlético-PR foi goleado e eliminado pelo Pachuca, que se sagraria campeão do torneio

O título enfim sorriu para os brasileiros em 2008, quando o Internacional, liderado pelo técnico Tite e com um timaço em campo, que contava com peças como o meia argentino D´Alessandro e o atacante Nilmar, foi soberano, derrotando o Estudiantes na final.

Divulgação/Internacional
O Internacional de D'Alessandro e Nilmar é o único brasileiro campeão da Sul-americana, no ano de 2008
Em 2009 o Brasil chegou mais uma vez à decisão. Dessa vez com o Fluminense, liderado pelo técnico Cuca e com uma equipe que ficou conhecida como "time de guerreiros", já que evitou um rebaixamento dado como certo naquele Brasileirão. Curiosamente a final foi contra a LDU, do Equador, com quem os tricolores tinham cruzado na decisão da Copa Libertadores de 2008, que terminaria com triunfo equatoriano. E o filme se repetiu mais uma vez, com uma goleada da LDU por 5 a 1 na ida. No duelo de volta, no Maracanã e com direito a uma expulsão do atacante Fred, o time do Equador perdeu por 3 a 0, mas mesmo assim deu a volta olímpica.

Novamente o Brasil se fez representar na decisão de 2010 e pelo surpreendente Goiás, que foi rebaixado no Brasileirão, mas conseguiu fazer bonito no torneio continental. Os goianos, que tinham eliminado o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari nas semifinais, venceram o confronto de ida da decisão contra o Independiente, por 2 a 0. Mas na volta, na Argentina, os brasileiros perderam por 3 a 1, sendo superados também nas cobranças de pênaltis.

AFP
Mesmo rebaixado no Brasileiro, o Goiás foi vice em 2010; Mal no Brasileiro, alguns clubes podem se inspirar
Já em 2011 os brasileiros encerraram sua participação nas semifinais. O Vasco, que fez uma boa temporada, foi superado nas semifinais pela Universidad de Chile, que viria a erguer o caneco.

Confira as melhores colocações do futebol brasileiro no histórico da competição:

2002 - Não houve participação do Brasil
2003 - São Paulo eliminado nas semifinais
2004 - Internacional eliminado nas semifinais
2005 - Internacional, Corinthians e Fluminense eliminados nas quartas-de-final
2006 - Atlético-PR eliminado nas semifinais
2007 - Vasco e São Paulo eliminados nas quartas-de-final
2008 - Internacional, campeão
2009 - Fluminense, vice
2010 - Goiás, vice
2011 - Vasco foi eliminado nas semifinais

Todos os campeões: San Lorenzo-ARG (2002), Cienciano-PER (2003), Boca Juniors-ARG (2004), Boca Juniors-ARG (2005), Pachuca-MEX (2006), Arsenal de Sarandi-ARG (2007), Inter (2008), LDU-EQU (2009), Independiente-ARG (2010), Universidad de Chile (2011).

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