Jogos Olímpicos de 2012/Futebol - ( )

Careca dá voto de confiança ao criticado Pato: “Eu o admiro”

Marcelo Belpiede São Paulo (SP)

Uma série de lesões e até dificuldades fora de campo deixaram o atacante Alexandre Pato em baixa no cenário internacional e na Seleção Brasileira. Mesmo criticado, o jogador do Milan, da Itália, conseguiu uma vaga entre os 18 convocados pelo técnico Mano Menezes para os Jogos Olímpicos de Londres. Portanto, ganha a chance de uma reviravolta, apoiado também por Careca, um dos grandes nomes brasileiros na posição.

“Eu admiro o Alexandre Pato, precisamos ver que ele teve uma série de contusões, passou por muitas dificuldades na carreira”, explicou o ídolo do São Paulo, durante participação em uma feira esportiva na capital paulista nesta semana.

Dentro de campo, Careca apresentava todas as qualidades de um grande atacante, com qualidade de finalização nas duas pernas, bom cabeceio e inteligência de movimentação no setor ofensivo. Por isso, foi convocado para defender a Seleção Brasileira em duas Copas do Mundo, em 1986 (México) e 1990 (Itália).

Fernando Dantas/Gazeta Press
Ex-atacante Careca considera Alexandre Pato um dos principais atacantes do futebol brasileira na atualidade.

Aposentado dos gramados desde o fim dos anos 90, Careca crê que a característica dos centroavantes atuais é totalmente diferente da sua época. A culpa da mudança estaria, segundo o ex-atacante, nas inovações táticas e principalmente no nível decepcionante daqueles que são responsáveis pelas assistências.

“Hoje não vemos mais qualidades naqueles que têm de passar e fazer os cruzamentos. Eu também tenho saudade da época em que as equipes tinham um ponta direita e um ponta esquerda em campo”, lastimou Careca.

Algumas agremiações brasileiras chegaram a abolir a figura do centroavante em suas formações. O próprio Corinthians dirigido pelo técnico Tite terminou a Copa Libertadores da América-2012 sem um homem fixo na frente, já que o veterano Liedson perdeu a condição de titular. O veloz Emerson era o atacante mais avançado.

“Perdemos a referência, o posicionamento é diferente, não digo que ficávamos fixos na área, mas os times tinham a figura do homem-gol”, encerrou Careca, destaque do Napoli, da Itália, em uma parceria com o argentino Diego Armando Maradona.

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