Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Laor volta a afirmar que Ganso pediu para sair: “Futuro indefinido"

Do correspondente Rodrigo Martins Santos (SP)

O futuro do meia Paulo Henrique Ganso no Santos está cada vez mais incerto. O jogador, que não vem mantendo bom relacionamento com a diretoria do clube nos últimos tempos, por conta da última rodada de conversas para uma renovação contratual, pode deixar a Vila Belmiro, tão logo se encerre as Olimpíadas. Segundo o presidente santista, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, Ganso pediu para sair, e ele não pretende se colocar como um obstáculo para a vontade do atleta.

“A vontade do jogador é sempre predominante. Não adianta ele jogar chateado, aborrecido, pois a motivação para esticar a perna mais 10 cm em um lance e contribuir para a vitória é fundamental. Foi assim com o André, o Wesley e o Jonathan”, disse Laor, em entrevista à TV Cultura.

Por essa razão, o mandatário vê dúvidas sobre o que irá acontecer na carreira do camisa 10 do Peixe. “O futuro dele está indefinido. Em outros momentos, ele me disse que queria sair. Depois, cerca de dois meses atrás, para a minha alegria, me falou durante um jantar que queria ficar. Daí, eu disse que iria propor um rearranjo salarial. Era algo que quase triplicava o que ele ganha e o teto era o infinito. Uma proposta parecida com a do Neymar. Ele não gostou e voltou com uma proposta impensável para o Santos. Eu falei que não aceitava e ele disse: ‘Então, quero sair’”, comentou.

O dirigente alvinegro revelou que, com o suposto pedido de Paulo Henrique Ganso para deixar o clube, ele autorizou os representantes do grupo DIS a encaminharem propostas ao Santos, para a contratação do meia. A única oferta apresentada até o momento partiu do Internacional, com ajuda do próprio DIS. O empresário Delcir Sonda, dono da mesma empresa, que é braço esportivo do Grupo Sonda, é torcedor do Colorado e deseja ver o jogador vestindo a camisa do Inter.

“Um diretor deles (DIS) me pediu autorização para trazer propostas, e eu falei: ‘a qualquer hora, sinta-se à vontade’. Veio uma proposta de um time brasileiro, só que com o valor muito inferior ao da multa nacional. Eles tiveram a elegância e o bom senso de destacar que era um primeiro número colocado a mesa, para abrir negociação, e que eu não me ofendesse. Depois, ficamos de conversar e seus procuradores falaram que retomamos as tratativas depois das Olimpíadas”, revelou.

Vale destacar que a multa nacional para a saída de Ganso é de R$ 53 milhões. Dono de 45% dos direitos econômicos do meio-campista, o Santos receberia R$ 23,8 milhões pela transação. Nos bastidores, o Flamengo também é especulado como um possível interessado no atleta.

Imagem arranhada - Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro foi cauteloso quando foi indagado se, com tantas polêmicas por conta das conversas para um novo acordo contratual, ele acreditaria em um acordo nessa altura para a permanência de Paulo Henrique Ganso na Vila Belmiro.

O presidente santista acredita que a imagem do jogador está arranhada junto à torcida. “Grande parte dos torcedores viu com muita restrição as últimas atuações dele. Conversei com o Muricy (Ramalho, técnico), e ele acredita que o Ganso ainda sofre com problemas físicos. Ele fez uma cirurgia, não tem ritmo e precisa fazer fortalecimento muscular diariamente, por conta disso. Vai chegar o momento em que ele vai voltar a jogar. Agora, se isso é daqui a um mês ou dois, eu não sei. Só o tempo dirá”, analisou.

Porém, caso as propostas que cheguem ao Peixe pelo meia não agradem, Laor deixou claro que Ganso irá cumprir o seu contrato. “Eu não prendo ninguém, e ele assina (a saída dele) a hora que quiser, desde que os interesses do Santos sejam assistidos. Mas ele tem contrato e para rescindí-lo existe um mínimo razoável, que é a multa. Se o valor da multa não vier, ele tem que jogar. Se não jogar bem, vai para o banco. Se for para o banco, não vai sair nunca e ficará até 2015”, concluiu o mandatário, ao se referir sobre a data final do vínculo do atleta com a equipe.

Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade