Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Com gol de Ademilson, São Paulo supera Sport e Magrão e cola no G-4

William Correia São Paulo (SP)

Os mais de 22 mil são-paulinos que pagaram ingressos para enfrentar garoa e frio no Morumbi neste domingo se irritaram até ver um bombardeio ao gol do Sport. Lá, porém, estava Magrão para fazer milagres. Mas um deles não foi suficiente para evitar que Ademilson balançasse as redes no rebote e garantisse a vitória por 1 a 0.

Com os três pontos conquistados nesta 14ª rodada, o Tricolor chegou a 25 e se mantém ainda mais próximo das quatro primeiras colocações do Campeonato Brasileiro, faixa que garante vaga na Libertadores do próximo ano. O time pernambucano, por sua vez, volta a ver a zona de rebaixamento de perto.

Situação na classificação definida pelo gol de Ademilson, aos 33 minutos do segundo tempo, em um jogo complicado para os anfitriões. No primeiro tempo, o clube da casa perdeu dois gols claros e foi dominado pelo adversário. Na volta do intervalo, Willian José errou demais e, ao ser sacado, viu, do banco, seu colega de ataque garantir a vitória.

Os comandados de Ney Franco voltam a campo pela liga nacional às 21 horas (de Brasília) desta quinta-feira diante do Fluminense, no Rio de Janeiro. O Leão da Ilha do Retiro joga em casa na quarta-feira, às 19h30, contra o Vasco.

O jogo – Vágner Mancini chegou ao Morumbi dizendo que tentaria se aproveitar do meio-campo montado por Ney Franco. Com cinco atletas no setor – sem nenhum deles ser ala, como no 3-5-2 do São Paulo –, o técnico do Sport acreditava que teria sucesso porque o treinador que está há um mês no Tricolor ainda não pôde implantar sua filosofia.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Ademilson ergueu as mãos para os céus para agradecer pelo gol que deu mais uma vitória ao São Paulo
Para piorar a marcação são-paulina, Gilberto não era um centroavante à espera de uma chance. Muitas vezes, recuava tanto para fazer o pivô que se tornava um sexto homem no meio-campo.Uma alteração que confundia tanto o trio de zagueiro e Denilson que, logo aos dois minutos, Gilberto ajeitou para Rithelly, sem marcação, quase fazer um golaço de fora da área.

O Tricolor tentou se impor na marra. E conseguiu por cerca de 15 minutos, quando teve nas mãos a oportunidade de definir a vitória ainda no primeiro tempo. Tudo pelo empenho e ousadia principalmente de seus defensores. João Filipe avançava muitas vezes como ponta e Rafael Toloi subia até tabelando com Douglas, assim como Denilson com Maicon e Jadson.

A postura deixou o time pernambucano atordoado. Tanto que, aos 12 minutos, João Filipe atravessou o meio-campo e inverteu rasteiro para Willian José entrar na área sem nenhuma marcação. O substituto de Luis Fabiano, vetado por estiramento na coxa esquerda, teve tempo para dominar e observar Magrão, mas bateu em cima do goleiro, que jogou para longe com seus pés.

Três minutos mais tarde, foi a vez do outro atacante da equipe tirar a torcida do sério. Ademilson aproveitou saída de bola errada de Maicon e a deixou com Maicon. Com frieza e precisão, o meia driblou dois marcadores na linha da grande área e esperou o momento certo para tocar para Ademilson. Perto da marca do pênalti, o camisa 11 também teve tempo para escolher o que fazer, mas bateu sem força no canto esquerdo de Magrão, que se consagrou mais uma vez, espalmando para fora.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O vaiado Willian José foi um dos são-paulinos que pararam na boa atuação do goleiro Magrão
A jogada desnorteou os jogadores do Tricolor. E abriu espaço para o Sport. Embora seus defensores tenham mostrado deficiências, o clube recifense adiantou seus meio-campistas para povoar o campo de defesa do São Paulo, sem se importar com o espaço dado nos contra-ataques. Realmente, nem precisava.

Aos 19 minutos, uma bola afastada da defesa por uma bicicleta de Moacir, ex-Corinthians, gerou confusão dos três zagueiros do São Paulo, mas não de Marquinhos Gabriel, que deixou para Gilberto bater no canto direito rasteiro de Rogério Ceni. O goleiro de 39 anos teve que esticar o ombro operado há seis meses para evitar o gol.

A partir daí até o intervalo, os nordestinos pareciam atuar na Ilha do Retiro. Os visitantes dominaram totalmente a partida, seja com Marquinhos Gabriel levando a melhor com desarmes fáceis sobre João Filipe, na movimentação de Willians e Felipe Azevedo ou, principalmente, em Gilberto, que parecia impossível de ser marcado e sempre obrigava Rogério Ceni a trabalhar bastante.

Antes do segundo tempo, o Tricolor só teve um momento de lucidez, quando trocou passes de lateral a lateral para escapar da marcação recifense. A chance, mais uma vez, parou em Willian José, que não conseguiu dominar na pequena área o passe rasteiro vindo de Ademilson da linha de fundo.

Na volta do intervalo, o São Paulo tentou se impor trocando passes rápidos e, com Jadson como um terceiro atacante, muitas vezes entre os zagueiros adversários, e Maicon mais solto para a armação, assim como Douglas e Cortez com liberdade maior para se transformarem em pontas.

Mas o ataque ainda tinha Willian José. E foi em mais um erro de domínio dele, aos sete minutos, que o Sport acionou contra-ataque com Marquinhos Gabriel, que encontrou Gilberto em condições de girar na grande área para bater com força. Não fosse a recuperação de Maicon, a bola não balançaria as redes pelo lado de fora.

Arte GE.Net
Com Willian José vaiado, já ouvindo a torcida gritar o nome de Luis Fabiano, o São Paulo parecia ter medo de finalizar. O camisa 19 era o único que arriscava, e errava, tanto que, em mais um contra-ataque criado por ele, Felipe Azevedo ajeitou para Hugo, campeão com o Tricolor na década passada, chutar firme e só não abrir o placar porque seu ex-colega Rogério Ceni defendeu.

Àquela altura, porém, Vágner Mancini parecia nem sonhar mais com a vitória. Já tinha adotado o 3-5-2 para marcar Jadson e bloquear os alas que eram pontas no São Paulo. Mas Ney Franco também mexeu. Como a torcida são-paulina, se cansou de Willian José e em substituição comemorada no Morumbi como um gol, optou pelo meia Cícero, adiantando Ademilson.

A alteração deu certo. Aos 27 minutos, Ademilson teve duas chances e, em uma delas, balançou as redes, mas a arbitragem apontou impedimento. A partir deste lance, Magrão se tornou o nome do jogo. O goleiro pegou de longe ou cara a cara chutes de Ademilson, Jadson, Cícero e de quem mais arrematasse.

Aos 33, Cícero tentou na área e, mais uma vez, o veterano camisa 1 do Sport espalmou. Desta vez, porém, lá estava Ademilson para soltar a bomba no rebote e balançar as redes. Sem Luis Fabiano, nem mais Willian José em campo, os três pontos foram garantidos mais uma vez no Morumbi.

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