Futebol/Campeonato Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Palmeirenses ‘pedem’ duelo sem arma a corintianos e brigam entre si

William Correia São Paulo (SP)

O clima entre palmeirenses, que já era tenso diante de seu arquirrival pelo sério risco de rebaixamento do time no Brasileiro, foi incitado pelos próprios torcedores desde antes do clássico, com provocações a corintianos. A derrota da equipe em campo aumentou o nervosismo a ponto de organizadas diferentes do clube brigarem entre si e o vice-presidente de futebol Roberto Frizzo ser obrigado a deixar as cadeiras numeradas.

O ambiente de guerra ficou claro pouco antes do apito inicial, a Mancha Alviverde usou bexigas vermelhas para montar um mosaico de um quadrado com um traço diagonal cortando-o e, no meio, papeis azuis representavam uma arma. Os gritos eram para que os corintianos “encarassem na mão”.

A manifestação era uma resposta ao confronto entre palmeirenses e corintianos em março que terminou com a morte de membros de organizada do Verdão. Mas não eram só organizados que se desentendiam. Um conselheiro do Palmeiras chegou a dar um soco nas costas de um grupo de corintianos que tinha ingressos para um setor destinado à torcida do Verdão, mas tentavam passar para a área dos visitantes.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Mosaico palmeirense lembrava a morte de dois torcedores em briga com corintianos, no começo do ano
Se os corintianos provocaram “comemorando” o rebaixamento rival ao chegarem mais cedo ao Pacaembu, os palmeirenses, maioria entre os 24.692 pagantes no Derby deste domingo, devolveram com mais xingamentos e um forte coro à espera da vitória.

Mas o gol de Romarinho, aos 21 minutos do primeiro tempo, mudou definitivamente o panorama nas arquibancadas. Primeiro, palmeirenses nas cadeiras laranjas se irritaram com a comemoração do atacante do Corinthians e passaram a atirar copos no campo, quase todos recolhidos pelo árbitro, que deve registrá-los em sua súmula.

A maior consequência da abertura do placar a favor do time alvinegro, porém, foi entre palmeirenses. Rapidamente, membros da Mancha Alviverde desceram em frente ao portão que dá acesso ao gramado e partiram para o confronto com palmeirenses da TUP. Os policiais os separaram batendo com cassetetes e um dos comandantes foi prontamente atendido no pedido por reforços. E foi formado um grupo de policiais para proteger o portão, evitando também uma invasão.

Nas numeradas cobertas, também teve uma séria repercussão o gol de Romarinho. Torcedores do setor se revoltaram com a presença do vice-presidente de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, e o dirigente teve que ser acompanhado por seguranças do clube. No intervalo, atendeu à sugestão de ir às tribunas do Pacaembu com o presidente Arnaldo Tirone, e ambos continuaram sendo xingados.

Em relação ao time, o grito de “Se o Palmeiras não ganhar, olê, olê, olá, o pau vai quebrar”, foram trocados por cânticos de incentivo após dez minutos e expectativa de virada no placar. Mas logo os corintianos passaram a cantar “Chega de besteiras, segunda divisão é coisa do Palmeiras”, além de chamar a torcida rival para a “luta”.

A revolta aumentou quando Paulinho fez o segundo gol corintiano aos oito minutos do segundo tempo. Enquanto alguns palmeirenses saíram do estádio logo após o lance, a maioria se direcionou para xingar João Vitor com palavrões e chamando-o de “pinguço”.

No setor para visitantes, os corintianos gritavam “olé”. Até que eles mesmos passaram a se confrontar, em mais um trabalho intenso para a Polícia Militar. Quando tudo ficou em paz, o Pacaembu teve como som xingamentos de palmeirenses e batuque dos corintianos.

Durante a partida, torcedores do Palmeiras que se encontravam no setor das numeradas chegaram a atirar um pedaço de madeira em direção ao gramado, mais um retrato do ambiente tenso que se encontrava no estádio do Pacaembu.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Palmeirenses pularam a grade que separa as arquibancadas para cobrar o presidente Arnaldo Tirone
E o clima ficou ainda pior no final do duelo. A torcida que se encontrava na arquibancada pulou a grade e se encaminhou para o camarote no qual o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, estava. Alguns torcedores foram detidos e o dirigente palmeirense ficou cercado por seguranças, sem poder deixar o estádio.

Cânticos dizendo que “se cair para a Série B, preparem-se para apanhar” eram entoados pelos palmeirenses. Enquanto isso, a torcida corintiana, que seguia no Pacaembu, cantava marcha fúnebre e provocava os arquirrivais, se referindo ao rebaixamento.

Publicidade

Últimas Notícias

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade