Escolhido por Luiz Felipe Scolari para ser o capitão da Seleção que conquistaria o pentacampeonato mundial em 2002, Cafu não aprovou os gritos entoados pela torcida brasileira na partida disputada na última quarta-feira, no Serra Dourada, e se negou a cobrar a contratação do técnico para o posto ocupado por Mano Menezes. O ex-jogador se mostrou um ferrenho defensor do atual treinador do time nacional e pediu para que a CBF mantenha o comandante até a disputa do Mundial de 2014.
O posicionamento de Cafu surgiu após a torcida goiana cantar o nome de Felipão na vitória por 2 a 1 sobre a Argentina, no primeiro jogo válido pelo Superclássico das Américas. Os gritos e faixas ganharam ainda mais força com a saída do técnico do Palmeiras. O comandante não resistiu aos resultados ruins no Campeonato Brasileiro e passou a ter o seu nome cogitado como possível substituto do contestado Mano Menezes.
“O Mano já sofria pressão com estes técnicos empregados. E com eles desempregados as contestações serão ainda maiores. Ele não deve levar em conta este tipo de questão e continuar com o trabalho que vem desempenhando para levar o Brasil ao título do Mundial”, avaliou o ex-jogador. O ex-lateral do time canarinho compareceu ao Jardim Irene, na última sexta-feira, e reviveu os dias de glória com a Seleção ao levar o troféu da próxima Copa do Mundo ao bairro de sua infância. Ao ser questionado no local sobre a possibilidade de ver o comandante do penta à frente da equipe que disputará o próximo torneio de seleções, Cafu foi enfático e disse que a contratação de Scolari servirá apenas para prejudicar a base montada por Mano Menezes.
“É muito relativo. O problema pode ser o técnico, como pode não ser. Sabemos da capacidade do Felipão, mas temos que apoiar o trabalho do Mano”, avaliou Cafu. “Nós já temos um trabalho de mais de dois anos na Seleção. O Mano tem uma base e conhece os jogadores. Agora é o momento de dar sequência e esperar a Copa do Mundo.”
O próximo compromisso da equipe brasileira será no dia 3 de outubro, em Resistência, na Argentina. O time canarinho voltará a se encontrar com a seleção local para disputar o título do Superclássico das Américas. A partida contará apenas com jogadores que atuam nos dois países e não deverá ter grandes novidades com relação aos convocados para o simbólico confronto.
