Tênis/Copa Davis - ( - Atualizado )

Zwetsch crê em Brasil pronto para surpreender "pedreira" EUA

André Sender Campinas (SP)

O Brasil deu azar no sorteio dos confrontos da Copa Davis e terá que encarar a forte equipe dos Estados Unidos fora de casa, pela primeira rodada do Grupo Mundial da competição. Mas o fato não desanima o capitão João Zwetsch. O técnico gaúcho reconhece o favoritismo dos adversários, mas acredita que o time nacional tem condições de brigar pela classificação à segunda rodada do grupo de elite do tênis.

A expectativa do capitão brasileiro era jogar em casa pelo Grupo Mundial, o que ocorreria se o sorteio indicasse Espanha, República Tcheca ou Croácia como adversários. Caso os duelos fossem contra Sérvia ou Cazaquistão, a sede seria definida em outro sorteio. Estados Unidos, França e Argentina eram os países contra quem o Brasil teria que jogar fora.

"É uma equipe dura, tem caras de nível muito alto. É pedreira. Mas a gente já estava sabendo disso. Tudo o que viesse pela frente era pedreira. Infelizmente não demos a sorte de jogar em casa, mas assim acontece. São as barreiras que a gente precisa ultrapassar", afirmou Zwetsch. "A gente tem que chegar lá em uma hora dessas e meter bronca. A equipe está se preparando para dar voos mais altos. Temos aí essa pedreira pela frente, para chegar lá e de repente surpreender", completou o gaúcho.

Nesta temporada, os Estados Unidos chegaram até a semifinal da Copa Davis, perdendo apenas para a Espanha fora de casa. Contra o Brasil, a tendência é que a equipe norte-americana seja composta por John Isner, décimo colocado do ranking mundial, Sam Querrey, atualmente na 26ª posição da lista publicada pela ATP, e os irmãos Mike e Bob Bryan, que formam a dupla mais vitoriosa da história da modalidade.

Além da qualidade da equipe rival, o piso onde os duelos serão disputados também causa preocupação em Zwetsch. Tradicionalmente, o time norte-americano escolhe jogar em quadras duras e rápidas, bem diferentes do saibro onde os brasileiros têm seus melhores resultados, e deve privilegiar essas características para definir em qual superfície os jogos serão disputados em fevereiro.

"Eles devem escolher uma quadra rápida e quando a gente joga fora tem que começar a se preparar ainda mais cedo, para não ser pego de surpresa com nenhuma coisa importante. Vamos ter que ajustar os calendários para que todo mundo possa jogar o que seja bom para cada um, mas que também ajude numa adaptação e na permanência de um piso parecido com o da Copa Davis", explicou Zwetsch, que deve manter a base do time nacional para o duelo, com Thomaz Bellucci e os duplistas Marcelo Melo e Bruno Soares. O segundo jogador de simples é a possível mudança no time.

O Brasil selou seu retorno ao Grupo Mundial da Copa Davis no último fim de semana, derrotando a Rússia por 5 a 0 no confronto disputado em São José do Rio Preto e válido pelos playoffs da competição. Ausente da elite do tênis desde 2003, o País teve chances de subir à primeira divisão nos seis anos anteriores, mas acabou derrotado nos duelos.

Luiz Pires/Divulgação
João Zwetsch acredita que time brasileiro pode surpreender os Estados Unidos na Davis

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