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Conselheiros aprovam eleições diretas no Palmeiras a partir de 2014

São Paulo (SP)

Uma das mudanças mais cobradas no Palmeiras foi atendida nesta segunda-feira. Por unanimidade dos 191 membros presentes, o Conselho Deliberativo aprovou a adoção de eleições diretas no clube a partir de 2014. Para a mudança estatutária ser sacramentada, basta o aval dos sócios em votação que deve ser realizada em novembro – e dificilmente eles se recusarão a ter participação efetiva na escolha dos presidentes.

Mesmo com a aprovação das eleições diretas, o formato não será usado no próximo pleito, marcado para janeiro de 2013. Por um acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, José Ângelo Vergamini, as diretas só poderão ser utilizadas a partir de 2014 – ano do centenário palmeirense, mas que não deve ter eleições, já que os mandatos são de dois anos.

No momento da votação pela mudança do projeto, Vergamini pediu que quem fosse contrário à adoção de eleições se manifestasse. Como ninguém votou contra, o novo formato foi aprovado pelo Conselho Deliberativo com a concordância de todos os presentes na reunião.

Antes da avaliação dos sócios, os conselheiros ainda votaram em relação aos regulamentos das eleições diretas. Após muita confusão, com bate-boca e troca de empurrões entre os presentes, ficou definido que a análise dos regulamentos será feita em nova reunião do Conselho Deliberativo marcada para o próximo dia 22.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Torcedores fizeram protesto pedindo a aprovação das eleições diretas, que passam a valer a partir de 2014
Antes da reunião desta segunda-feira, na Academia de Futebol, centenas de torcedores, a maioria ligada à torcida organizada Mancha Alviverde, ocuparam parte da avenida Marquês de São Vicente usando xingamentos, gritos, faixas e cartazes cobrando a alteração. A manifestação se encerrou por volta das 21 horas, quando entraram todos os conselheiros.

Havia o temor por uma manobra que adiasse a definição, o que não ocorreu com a presença de 191 conselheiros, outros 92 não compareceram, um deles Paulo Nobre, cotado a se candidatar à presidência em janeiro. A votação foi aberta por opção de 188 dos membros presentes do Conselho Deliberativo – dois preferiam voto secreto, um deles o diretor jurídico Piraci Oliveira, e um se absteve de opinar.

A pressão pela adoção de eleições diretas já tinha ocorrido durante a tarde com carta aberta do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em documento lido no início da reunião presidida por Vergamini. Também foram lidos e-mails no qual o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo pedia e depois desistia de sua renúncia do quadro de conselheiro vitalício. Belluzo também não esteve na votação desta segunda-feira.

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