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Gilson Kleina acusa árbitros de desejarem definir rebaixamento logo

São Paulo (SP)

Indignado pela interferência externa que acusa na anulação do gol de mão de Barcos na derrota para o Inter, Gilson Kleina alega ter detectado uma intenção dos árbitros em definir o quanto antes os quatro últimos colocados como rebaixados no Campeonato Brasileiro. E aumentou sua irritação.

“O pessoal quer começar a definir os quatro lá embaixo. Não podem decidir achando ‘ah, já que estão nessa situação, deixa assim’. Isso não pode”, brigou. “Estamos reagindo, temos trabalhado a semana toda. Aqui existem profissionais, não podem deixar o grupo indignado como está agora.”

Na bronca com a arbitragem, o técnico citou reclamações ocorridas antes mesmo de sua chegada ao clube – o departamento jurídico protocolou uma série de contestações ainda com o time sob comando de Luiz Felipe Scolari e teve a concordância da ouvidoria da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em muitas delas.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Técnico detectou vontade dos árbitros de definir o rebaixamento o quanto antes e pede respeito a profissionais
“Agora que estou aqui, estou vendo que o Palmeiras é realmente prejudicado. Precisam rever os dois cartões amarelos do Luan contra o Corinthians, um pênalti que não foi dado no primeiro turno contra o Cruzeiro...”, falou Kleina, citando duas derrotas anteriores à sua contratação.

Mesmo na derrota para o Inter, a reclamação não se baseia ao argumento de que imagens da televisão ou até informação de um repórter no campo fizeram o delegado do jogo, Gerson Antonio Baluta, informar o árbitro Francisco Carlos Nascimento do toque de mão de Barcos após o gol que seria o de empate ser validado pelo juiz.

“Estão priorizando o erro do gol de mão. Esse recurso (da televisão) cabia também para analisar a falta que ele não deu do Rafael Moura jogando o corpo no Artur no primeiro gol deles. E outro zagueiro toda hora ficava na área segurando o Artur, mas aí não dão pênalti. Além de outros lances que fizemos e também foram interpretados de outra forma. Não podem prejudicar só o Palmeiras”, apontou.

Até o fato de Barcos não ter levado amarelo após a constatação de que usou a mão para marcar gol foi criticado. “Pior ainda. Já que viram a mão, tinham que ter dado o amarelo porque quis enganar a arbitragem”, disse Kleina, bastante irritado. “Futebol é jogo de erro e situação, não é que queremos premiar o erro ou enganar”, concluiu.

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