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Tirone pede calma à torcida: "Revólver na cabeça não vai funcionar"

São Paulo (SP)

Após mais uma derrota do Palmeiras no Campeonato Brasileiro, agravando a situação do clube na zona do rebaixamento, o presidente Arnaldo Tirone resolveu quebrar o silêncio. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o mandatário alviverde voltou a pedir calma aos torcedores e deixou claro que ainda acredita no potencial do elenco para tirar a equipe da degola.

“Precisamos fazer um apelo à torcida, esse tipo de revolta não vai construir nada. O time precisa ser empurrado. Se o carro está na subida, o motor não é potente e você não sabe pilotar, não vai subir. O Palmeiras precisa ser apoiado, ninguém quer perder, estamos sofrendo um problema pessoal, todos estão jogando pela carreira”, destacou.

Reconhecendo o esforço da torcida, Tirone reconheceu o mau desempenho do time nas derrotas para São Paulo e Coritiba, mas aposta na matemática para crer na recuperação na tabela do torneio nacional. “Temos condições matemáticas, mas revólver na cabeça não vai funcionar. Precisamos de tranquilidade e apoio. Sei que a torcida está chateada, se sacrifica, vai de ônibus. Fizemos partidas ruins contra o São Paulo e Coritiba, mas temos oito jogos pela frente. Depende de nós, de ter serenidade, responsabilidade e garra para seguir em frente”, pediu.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Arnaldo Tirone compara Verdão a "carro na subida", mas aposta no peso da história contra o rebaixamento
Elogiando a postura dos jogadores no revés por 1 a 0 para o Náutico nos Aflitos, o presidente palmeirense se apoia na história do clube para reverter a situação no Brasileiro. “Não fomos jogar contra o Náutico para perder, poderíamos ter vencido por 3 a 1, a bola não entrou. O time correu, se entregou e faltou sorte. Nós conquistamos um título que já foi esquecido. Somos um clube de 100 anos, que já passou por outros problemas”, destacou.

Questionado sobre a ausência no estádio pernambucano, Tirone afirmou que não quis dar mais trabalho aos seguranças do clube, que têm convivido com muita pressão. “Não peço apoio a mim, mas ao time. Eu, às vezes, saio antes para não dar trabalho à segurança, sei que a torcida está revoltada. No jogo contra o Náutico eu não fui, pois o Roberto Frizzo já ia. Para que dar trabalho à segurança?”

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