Há um mês, João Vitor, embora negue, chegou a pedir para não jogar mais no Palmeiras. Mas a situação mudou. De acordo com o presidente Arnaldo Tirone, o volante, que alegava ter fratura no pé direito, voltou a treinar normalmente nesta semana após conversa com Gilson Kleina na qual se colocou à disposição para ajudar na luta contra o rebaixamento.
“O João Vitor conversou com o técnico e está à disposição. Ele continua incorporado ao elenco, está tudo em ordem. Vai ser reaproveitado ainda neste campeonato mesmo”, disse Tirone à Gazeta Esportiva.net, reiterando que caberá ao treinador decidir se usará ou não o jogador.
Na busca por paz no elenco em meio à busca pela permanência na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, o mandatário do clube cogita até renovar o contrato do meio-campista, que acaba no fim deste ano. “Mas nem nós nem o João Vitor pensa em nada neste momento. Vamos esperar acabar o Campeonato Brasileiro”, desconversou.
Apesar do discurso do dirigente, será difícil João Vitor ser usado por Kleina. O treinador admitiu que nem conhecia o atleta, titular na conquista da Copa do Brasil no primeiro semestre, e, logo que chegou ao Verdão, ouviu do próprio meio-campista a solicitação para não entrar mais em campo.
Até por isso, o jogador nem participou do coletivo da manhã desta sexta-feira na Academia de Futebol, realizado atividade técnica em outro campo ao lado de outros nomes sem espaço como Mazinho, Patrik, Tadeu, Tinga, Román e Daniel Lovinho. Nenhum deles foi relacionado para o jogo contra o Inter, em Porto Alegre, neste sábado.
João Vitor não entra em campo desde a derrota para o Corinthians, em 16 de setembro. Naquele jogo, o volante perdeu a bola no lance do segundo e último gol dos rivais e foi um dos mais xingados na partida marcada por cadeiras e copos atirados no gramado do Pacaembu.

O jogador tem outros episódios que complicaram sua passagem no Verdão, iniciada em janeiro de 2011. Em agosto, ele chegou ao treino da tarde de uma segunda-feira com “hálito de cachaça”, como ele mesmo admitiu, e foi afastado de uma partida. No ano passado, trocou agressões com torcedores em frente à loja oficial do clube, em caso que selou o rompimento do atacante Kleber, a favor do volante, com Luiz Felipe Scolari.
Tirone acompanhou tudo isso pessoalmente. Mesmo assim, diz não pensar em se desfazer do jogador. “Não só o João Vitor em si, mas como todo esse plantel só será resolvida qualquer tipo de coisa depois do Brasileiro. Tudo será definido depois do final do campeonato”, avisou.
