Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

‘Moralmente abalado', Juninho Pernambucano é absolvido pelo STJD

Rio de Janeiro (RJ)

Julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no final da tarde desta sexta-feira, o meio-campista Juninho Pernambucano, do Vasco, acabou absolvido por unanimidade de votos da possibilidade de ser suspenso por dois anos. O jogador infringiu dois artigos do Controle Mundial de Dopagem ao se dirigir aos vestiários antes da coleta de urina para o exame antidoping em uma partida contra a Ponte Preta, no dia 23 de setembro.

Assim como o goleiro Ricardo Berna, do Fluminense, Juninho havia sido denunciado nos artigos 2.3 e 2.5 do Controle de Dopagem da CBF/2012. As cláusulas preveem punição de até dois anos ao atleta que se recusar a fazer o exame e não se justificar ou utilizar qualquer tipo de procedimento na intenção de adulterar os resultados. Ao se dirigir aos vestiários, Juninho abriu a chance de manipulação química ou física da urina.

Apesar da denúncia, apenas os clubes serão multados em R$ 3 mil reais por não terem avisado aos jogadores a respeito do dispositivo. “Os atletas devem cooperar pela busca da verdade com relação à coleta do material. Se houve culpa ou não, a Procuradoria não está afirmando isso. Mas ficou claro que o clube deveria ter avisado e não foi feito. Deve haver um controle maior nos dopings e essas situações não podem ocorrer mais no país que vai sediar a Copa do Mundo. Os clubes foram coniventes”, alegou Rodrigo Raposo, relator do julgamento.

AFP
Juninho recebeu em mãos notícias de jornais estrangeiros dando conta que seria julgado por doping
Luciana Lopes, advogada de Juninho Pernambucano e do Vasco, levou à discussão algumas capas de jornais franceses que envolveram o nome de Juninho a um caso de doping. Após o julgamento, Paulo Bracks, presidente da Comissão Disciplinar, fez questão de atestar que não houve infração e que os dois jogadores estão livres para entrarem em campo nas próximas rodadas do Campeonato Brasileiro.

“Primeiro eu já me sinto punido. Estou punido moralmente. Sou um exemplo de jogador, um representante do futebol brasileiro. Ser acusado de ter burlado é um absurdo para mim. Hoje me sinto decepcionado em vir aqui falar na frente de vocês sobre uma possibilidade de burlar o exame”, contou Juninho Pernambucano, que se emocionou em diversos momentos do julgamento e acredita que “manchou o nome por algo que não cometeu”.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade

Publicidade