Basquete/Bastidores - ( - Atualizado )

Após adiamento, técnico do Americana revela receio com baixa adesão

Lucas Besseler, especial para a GE.Net São Paulos (SP)

Confirmado nesta segunda, o adiamento do início da LBF é o fato que menos preocupa o técnico Luiz Zanon. Campeão com o Americana na última edição do nacional, o treinador mostrou-se mais receoso com o fato de a Liga ainda não ter as nove equipes confirmadas para a próxima temporada.

“Em parte, esse adiamento não atrapalha muito no sentido que a gente passou pra final do Paulista, que vai do dia cinco a quinze de dezembro. Nesse período não poderíamos jogar. A partir deste domingo também temos os Jogos Abertos (do Interior), que vai até o dia 24. Pra nós e para Ourinhos, não será ruim. Não ficaremos tanto tempo parados, não vamos perder o ritmo”, analisa o treinador, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.net.

A afirmação de Zanon confirma as expectativas de Frederico Batalha, assessor da LBF. Segundo ele, o fato de as equipes praticamente confirmadas na Liga ainda disputarem partidas do estadual em dezembro não atrapalhariam os seus planejamentos.

Gaspar Nóbrega/Inovafoto
Campeão com o Americana, Luiz Zanon acredita que baixa adesão de clubes pode prejudicar a Liga de Basqute Feminino
“Pode prejudicar um pouco o fato dos times esperarem em dezembro. Mas como alguns deles estarão na fase final dos estaduais não influencia tanto”, avalia.

A principal preocupação de Zanon, no entanto, fica no número de clubes confirmados na competição. No ano passado, nove equipes disputaram a LBF. Este ano, porém, apenas seis times demonstraram ter condições de estarem na Liga.

“O interessante seria saber quantas equipes irão disputar. A gente sempre espera um crescimento. Dez já seria bom, mas parece que passou para seis. Isso nos preocupa”, revela.

Técnico do Limeira na primeira temporada da NBB, Zanon acredita que o formato daquela competição seria o ideal para a LBF. “O ideal para uma liga são doze equipes, fazendo um grupo A e um grupo B. Falo isso pela NBB, onde eu treinei o Limeira”, afirma, criticando o crescimento desenfreado da competição masculina, que hoje conta com 18 equipes. “Hoje a NBB inchou demais, tem muitos clubes. Aí também fica ruim”, conclui.

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