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Bem no Azulão, Pedro Carmona ainda torce por ex-colegas do Palmeiras

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Caetano do Sul (SP)

Sem qualquer tipo de vínculo com o Palmeiras, o meio-campista Pedro Carmona assinou em maio um contrato com duração de três anos pelo São Caetano. Reserva em um primeiro momento, o jogador atualmente veste a camisa 10 do clube que ocupa a quinta posição do Campeonato Brasileiro da Série B e briga ponto a ponto pelo acesso para a elite nacional contra Criciúma, Vitória e Atlético-PR – o Goiás é o único que já se garantiu para 2013.

Sem ser aproveitado pelo técnico Luiz Felipe Scolari mesmo após a recusa de uma oferta do Vegalta Sendai, do Japão, Carmona rescindiu o contrato com o Palmeiras sem pagamento de multa, em acordo consensual. Na ocasião, o time ainda se movimentava pelo título da Copa do Brasil, em meio às oitavas de final contra o Paraná. O Campeonato Brasileiro, competição que agora assusta dez entre dez torcedores pelo risco iminente de rebaixamento, ainda não havia nem começado.

“Era outro ambiente, porque tinha uma alegria do que podia vir com o título”, reflete Pedro Carmona, atendendo a reportagem da GE.net logo após o treino do Azulão de sexta-feira, no estádio Anacleto Campanella, na véspera de um confronto diante do líder Goiás. “Venho acompanhando os jogos do Palmeiras, eles vêm jogando bem e a bola não entra, é incrível. Aquele jogo contra o Botafogo a bola bateu na trave, voltou na cabeça do cara e ele fez o gol. Do Palmeiras bate na trave e vai para fora, é fase. Mas é um clube grande e caso caia acho que volta no próximo ano”.

Montagem sobre fotos Gazeta Press e Divulgação
O meia foi para o Verdão em setembro de 2011, mas ficou só até maio deste ano, liberado para o Azulão
Mesmo atuando no São Caetano, o jogador de 24 anos ainda não abandonou os laços com o clube que o trouxe do Criciúma em setembro de 2011. Além de residir em um bairro da Zona Oeste da capital paulista, Carmona tenta manter contato com os ex-companheiros na medida do possível. Nos últimos meses, com o risco de rebaixamento em alta, tem evitado até mesmo os telefonemas.

“Às vezes converso, mas não tenho falado muito porque acho que não tem o que falar. De repente eles estão em casa não pensando no Palmeiras e eu vou lá e ligo pra dizer ‘tomara que vocês não sejam rebaixados’. Acho que o momento de falar é sobre futebol e eu vou lembrar coisa ruim. Quero muito que eles saiam dessa situação, mas está complicado”, diz o jogador, que teve contato direto e poucas chances com Felipão, vindo a aprovar a troca por Gilson Kleina.

“Eu acho que precisava de uma mudança, que o Felipão não estava conseguindo um jeito de motivar ou mudar o pensamento dos jogadores. Eles arriscaram para ver se ia melhorar ou não, porque do jeito que estava parecia não ter jeito de melhorar”, comenta Carmona. Em 2013, o jogador e seus ex-companheiros podem nem se cruzar, isso se o Azulão subir uma posição e consolidar o acesso e o Verdão sucumbir nas três rodadas finais.

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