Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Capitão põe fé na Lusa, mas alfineta: time precisa jogar para ganhar

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Homenageado em julho com uma camiseta comemorativa da coleção ‘Grandes Ídolos da Lusa’, o ex-volante Capitão ainda acompanha com atenção a situação da equipe no Campeonato Brasileiro. Mesmo preocupado com os 40 pontos somados e o risco de rebaixamento, o agora ex-técnico das categorias de base do time rubro-verde garante que a equipe permanece na elite nacional, mas não deixa de alfinetar a mentalidade lusitana.

“Perdeu em casa para o Bahia, um confronto direto, depois perdeu para o Botafogo em um jogo que dava para empatar fora de casa. A gente não sabe o que se passa na mente dos treinadores, porque tem uns que acham que não tem que jogar para ganhar, é melhor jogar pelo empate”, refletiu Capitão, em contato por telefone com a GazetaEsportiva.Net, e otimista pela permanência da Lusa na Série A.

Atualmente com 40 pontos, a Portuguesa trabalha com a necessidade de somar pelo menos três pontos nas três rodadas decisivas para evitar o rebaixamento. Em 15º lugar, a equipe é a última que corre risco de rebaixamento, à frente do Bahia, que soma o mesmo número de pontos, do Sport, que tem 39, e do Palmeiras, que tem 33 pontos e está na iminência de cair para a Série B. A evolução destas três equipes na reta final da competição não abala o eterno camisa 5.

“Ela consegue (se salvar). Faltam três jogos, ou ganha um ou acaba empatando três. Tem que dar graças a Deus que o Sport não ganhou na última rodada, ainda está um pouco distante. Tem que remar, somar e não pensar que tem três jogos. Temos um jogo só, o próximo jogo. Não é pensar que tem três oportunidades, porque aí perde uma e lembra que tem duas e vai adiando. Temos que sair rápido dessa situação incômoda”, torce Capitão, que recentemente deixou o comando técnico das categorias de base da Portuguesa.

Na visão de Capitão, que estreou pela Lusa em 1988 e atingiu a marca de 500 jogos em 2004, o elenco está bem servido de líderes, como o goleiro Dida e o zagueiro Valdomiro, mas a questão da mentalidade de vencedor ainda preocupa: “Quando eu jogava era assim: falávamos com o treinador que era para jogar para ganhar e corríamos, porque a Lusa é time grande, de expressão, onde todos querem jogar porque está na capital, tem camisa, torcida barulhenta. Tem que parar com esse negócio de oscilar, isso faz perder jogador, torcedor, não tem regularidade”.

Em busca de oportunidades para ser treinador de um clube profissional aos 46 anos, Capitão deixou a base da Portuguesa em 2012: “Fiquei dois anos, saí porque houve mudança de diretoria, aí resolveram mexer. Eu tenho dois filhos que jogam e iriam para a categoria que eu dirijo. Eu seria treinador deles, preferi sair pra não criar um clima de pai protegendo os filhos”.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade