Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Galo é absolvido por protestos contra CBF, arbitragem e STJD

Rio de Janeiro (RJ)

Denunciado no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelas faixas e mosaicos feitos pela torcida contra possível favorecimento da arbitragem ao Fluminense na partida contra os cariocas, o Atlético-MG, levou um susto, mas passou ileso por julgamento nesta segunda-feira.

Na ocasião, Galo e Flu se enfrentaram na Arena Independência logo após vitórias do Tricolor das Laranjeiras com supostos erros dos juízes. Indignados, os atleticanos montaram faixas e mosaicos com os dizeres "Apito amigo", "Vergonha CBF” e "Vergonha STJD".

Segundo a procuradoria do tribunal, a maneira como o mosaico foi organizado demandaria apoio de funcionários do estádio e do próprio Altlético. Dessa maneira, o clube foi denunciado no artigo 191 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), incisos I e III, por “deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de obrigação legal e de regulamento, geral ou especial, de competição”.

Favorável à punição, o procurador Alessandro Kishino reforçou as críticas à diretoria do Galo, afirmando que faltou repressão contra a torcida. “O clube não agiu para reprimir os torcedores, munidos de cartazes que desrespeitavam a CBF e o STJD", afirmou. Responsável pela defesa mineira, o advogado Lucas Ottoni respondeu com a mesma intensidade e lembrou que os protestos sequer foram relatados na súmula do árbitro.

"O procurador deveria estar presente para poder provar o que descreveu na denúncia. O Atlético não precisa arquitetar nada pela torcida. Eu rechaço veemente o que foi dito nesta denúncia. Peço até que sejam riscadas dos autos as palavras, pois são absurdas. Não há como se exigir um comportamento formal dentro de um estádio de futebol. Tanto não há nada ofensivo ou desrespeitoso que a equipe de arbitragem não fez qualquer menção a isso. Absolutamente ninguém fez menção", ressaltou.

Incomodado com a denúncia, Ottoni comparou a situação à censura dos tempos de ditadura militar. "Se a CBF tivesse se sentido ofendida, ela teria agido e solicitado que fosse tomada alguma atitude. Talvez a Procuradoria esteja aumentando. No futebol isso é um traço cultural. A liberdade de expressão é garantida à nossa constituição. Uma eventual condenação seria voltar aos tempos de ditadura. Por não haver nenhuma manifestação ofensiva e sim de protesto, a defesa vem pedir que o clube seja apenas advertido."

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