“A comissão técnica era competente, mas o Marin está sendo ousado, vendo o futebol para frente. Temos que respeitar”, reflete Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, e que teve seu voto vencido em reunião realizada nesta sexta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol. O ex-presidente do Corinthians foi o único a defender a permanência do técnico Mano Menezes no comando da Seleção Brasileira, mas não conseguiu convencer José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
Em meio a indefinições a respeito do nome do futuro técnico da Seleção – Muricy Ramalho é o preferido, seguido por Tite, Luiz Felipe Scolari e Abel Braga -, Andrés Sanchez ficou contrariado com a decisão do presidente da CBF, mas deixou claro que em nenhum momento Mano Menezes sofreu interferências em seu trabalho à frente da Seleção.
“O presidente Marin nunca interferiu em convocação ou no trabalho do Mano, quem disse isso é mentiroso. Treinador tem autonomia para convocar e desconvocar quem quiser dentro da Seleção Brasileira. Não foi uma decisão motivada por uma atuação que não agradou ou um título que não veio, foi conversado em reunião e decidimos”, garantiu Andrés, que não tem o cargo ameaçado mesmo discordando da opinião e da opção de Marin.
“O mais importante da Seleção é o torcedor. Que ele ue apoie, ajude, respeite o jogador e quem estiver trabalhando, que fará sempre o melhor. Os jogadores necessitam de apoio a ânimo pra serem campeões mundiais. Podemos ouvir o povo”, afirmou Andrés, que já participa da escolha do novo técnico com anúncio previsto para a primeira semana de janeiro.
