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Marin vê "perfeita integração" entre COL, Fifa e governo após choque

Thiago Bastos Ferri, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A relação entre a Fifa, o Comitê Organizador Local (COL) e o governo brasileiro agora é de “perfeita integração”, segundo o presidente do COL e da CBF, José Maria Marin. Os elogios foram feitos após o anúncio das sedes para Copa das Confederações de 2013, e o discurso é de confiança por todas as partes, apesar do atraso nas obras para a competição.

“Graças à perfeita integração entre o COL, governo federal e Fifa, ficou demonstrado que com a união de todos temos condições de apresentarmos uma Copa do Mundo das melhores. Vamos mostrar ao mundo, com a integração de todos, que o Brasil tem competência e muita capacidade para organizar uma grande competição”, exaltou Marin.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Marin fez elogios à Fifa por conta de sua "boa vontade" em relação aos prazos de obras
O discurso, porém, não era tão tranquilo no início do ano. Em março, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou que o Brasil merecia “um chute no traseiro” pela demora no andamento das obras no País. A posição gerou grande incômodo do governo brasileiro e fez Aldo Rebelo, ministro do Esporte, pedir para que o suíço não participasse mais das conversas relativas às duas competições: Copa das Confederações e o Mundial de 2014.

Coube, então, a Valcke e Joseph Blatter, presidente da Fifa, pedirem desculpas ao governo. Um dos pivôs do desentendimento, Rebelo por mais de uma vez afirmou que há agora uma relação cooperativa entre o Brasil e a entidade. Segundo ele, não é necessário que as duas partes estejam sempre de acordo.

“Em um empreendimento deste vulto, os entes que constituem um esforço comum para sua realização nem sempre terão mesma opinião sobre tudo. Dentro da própria família já é assim: nem todos conseguem torcer para o mesmo time, gostar da mesma música ou culinária. Pode haver uma diferença de opinião em algo, mas o fundamental é que há um espírito de cooperação, ajuda e esforço comum”, explicou.

Das seis sedes escolhidas, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, apenas as duas primeiras entregarão o estádio no prazo inicial: dezembro de 2012. Por conta dos atrasos nas outras cidades, o limite foi estendido para o dia 15 de abril do próximo ano. Para isso, a Fifa alegou confiar na promessa dos representantes que não deixarão haver novos problemas.

“Houve a melhor boa vontade por parte dos dirigentes da Fifa, a começar pelo Blatter, sobre o prazo. Quero expressar os nossos agradecimentos a eles. Poderíamos estar anunciando quatro cidades como sedes da Copa das Confederações, mas isto não aconteceu pela vontade demonstrada pela Fifa”, disse Marin, lembrando do risco que Recife e Salvador correram de serem cortadas, por um medo que se tinha de não conseguir realizar o cronograma a tempo.

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