Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

“Não estamos na Libertadores porque temos talento”, reclama Laor

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Com 46 pontos somados em 35 rodadas, o Santos não tem mais qualquer ambição para a temporada 2012. Campeão paulista e da Recopa, o time deve terminar o Campeonato Brasileiro no meio da tabela, isso sem contar a desclassificação nas semifinais da Copa Libertadores, diante do rival e campeão Corinthians. Sem obter vaga na próxima edição da principal competição continental, o presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro voltou a reclamar do calendário nacional.

Na visão do mandatário santista, sua equipe não obteve vaga na Libertadores de 2013 por não ter contado com seus principais jogadores em boa parte do Brasileirão. Neymar participou de 15 das 35 partidas, sem contar as convocações de jogadores como o goleiro Rafael, o volante Arouca e até mesmo o meia Ganso, que mais tarde foi negociado com o São Paulo, mas chegou a desfalcar o Peixe para defender a Seleção Brasileira.

"Não estamos na Libertadores porque temos talento. Se tivéssemos um monte de cabeças de bagre, o Muricy teria 11 jogadores para colocar em campo durante o Campeonato Brasileiro. Mas como temos bons jogadores, as convocações impediram que o trabalho fosse realizado. É uma frustração pessoal, mas futebol é jogo, você perde e ganha", disse Luis Álvaro, que ainda completou: “Na hora de cortar o bolo, os clubes recebem a última fatia”.

Ricardo Saibun/Santos FC
Enquanto Laor reclama, o presidente da CBF, José Maria Marin, já abre a possibilidade de mudanças
Mesmo garantindo que vai ao mercado procurar peças de reposição para melhorar a qualidade do grupo, o presidente do Santos disse que pretende iniciar um movimento pela mudança do calendário do futebol brasileiro. Amir Somoggi, especialista em gestão esportiva, é funcionário do clube desde outubro e já estuda as propostas. Uma delas, segundo Laor, é compensação financeira aos clubes prejudicados por convocações.

“Estou levantando os números de quanto a gente perde em não jogar a Libertadores, porque o Santos perde demais e acho que o Santos precisa de uma compensação. Os clubes não podem ser os últimos a dar palpite. Precisamos racionalizar o futebol brasileiro”, reflete o presidente do Peixe.

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