Futebol/Copa do Mundo-2014 - ( )

Parreira dá crédito a Mano, mas acha “impensável” perder a Copa

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, o técnico Carlos Alberto Parreira participou, nesta segunda-feira, de um encontro da Abex (Associação Brasileira dos Executivos de Futebol) e concedeu palestra a cerca de 30 dirigentes de clubes brasileiros. Antes da reunião, o treinador com duas passagens pela Seleção Brasileira deu crédito a Mano Menezes, atual comandante canarinho, mas deixou claro que a possibilidade de não vencer a Copa do Mundo de 2014 é impensável.

“A Alemanha perdeu em 2006, mas havia vencido em 1974”, exemplificou Parreira, antes de expor sua opinião a respeito do tema, a menos de dois anos do início da disputa da Copa do Mundo, sediada pela segunda vez em território brasileiro: “É impensável, inimaginável, que o país do futebol, cinco vezes campeão do mundo, perca duas Copas em casa. Essa chance não existe”.

Derrotado pelo Uruguai em 1950, o Brasil terá nova chance de esquecer o ‘Maracanazo’ em 2014, quando volta a sediar a maior competição de seleções do mundo. Segundo Parreira, vitorioso em 1994, mas vencido justamente em 2006, assim como a Alemanha, a Seleção segue em fase de transição com prazo estabelecido para acabar em 2013, ano da Copa das Confederações, última competição oficial antes do Mundial.

“Normalmente treinador de seleção, quando assume após Copa do Mundo, ganhando ou perdendo, tem uma base de jogadores. De 22, ficam 10 ou 12. Por razões alheias à vontade do Mano, essa base se desfez. Ele teve que construir e isso é demorado, exige paciência, tem que ganhar jogos. É complicado sobreviver a isso tudo e ainda definir uma maneira de jogar. Tudo isso é válido até a Copa das Confederações, então tem que se concentrar no time da Copa, com essa responsabilidade de ganhar”, comentou Carlos Alberto Parreira, dando prazo de validade ao trabalho de Mano Menezes.

Um dos fatores que animam o tetracampeão da Copa do Mundo é o retorno de Kaká, convocado após um ano de ausência na lista de Mano Menezes. De acordo com Parreira, a volta do meia das Copas de 2002, 2006 e 2010 mudou a forma de jogar da equipe: “Ele deu outra cara ao time, mas precisa manter o nível até lá. Experiência aliada a técnica é imprescindível”.

Cargo à vista – Questionado sobre a possibilidade de assumir um cargo de coordenação na Seleção Brasileira em 2014, Parreira se sentiu prestigiado e já afirmou estar à disposição: “Me perguntaram sobre isso mais de uma vez, mas não houve convite. Se houver, acredito que uma voz experiente possa ser positiva para a equipe internamente”.

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