Membro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo, o ex-atacante Ronaldo não demonstra nenhuma preocupação com as construções e reformas de estádios para o evento. Seu objetivo agora é educar os brasileiros a recepcionarem melhor turistas e autoridades estrangeiras.
“Encerramos as visitas aos estádios, que foram cansativas, e a minha conclusão é de que eu estava certo com todo o meu otimismo. A Copa acontecerá, e as arenas estarão prontas e lindas. Não vamos mais falar nisso, pois é uma certeza. É hora de mudar o foco da conversa. Vamos pensar em como receber os nossos visitantes”, disse.
O discurso de Ronaldo foi motivado pela sua revolta particular com o assédio que sofreu durante o trajeto de trem da Estação da Luz até a Arena Corinthians, na quarta-feira. Acompanhado do francês Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa, José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de outras autoridades, ele se incomodou com a proximidade da mídia no vagão.
O bom humor do jogador voltou a ser abalado quando ouviu uma pergunta sobre a Copa das Confederações de 2013 servir de teste para o Brasil sediar o Mundial de 2014. “Que teste? Quem precisa de teste?”, indagou, enfezado. “Ficou decidido que, a partir de 1º de abril, todos os estádios serão entregues à Fifa para eventos de teste, como jogos de futebol e shows, para organizarmos o fluxo de pessoas”, acrescentou.
Ronaldo ainda estranha as suas atribuições no COL. “Como jogador, eu não fazia a menor ideia do trabalho que havia para organizar uma Copa do Mundo. Eu chegava ao torneio e já encontrava tudo preparado, com CT, hotel e estádios perfeitos. Agora, vejo que anos de trabalho são necessários para tudo funcionar bem. Não é à toa que começamos a atuar bem cedo. Faremos a melhor Copa de todos os tempos”, vislumbrou.
