Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Rosenberg nega crise e credita bom momento do Timão à paz política

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A reunião convocada pelo Conselho Deliberativo do Corinthians, na última segunda-feira, teve o presidente Mário Gobbi e o vice Luis Paulo Rosenberg satisfeitos com o desfecho do encontro entre a cúpula alvinegra. Aparentando tranquilidade, os mandatários trataram de negar qualquer tensão nos debates sobre os contratos do estádio alvinegro e garantiram que todas as decisões foram aprovadas por unanimidade.

Informações internas davam conta de que os dirigentes teriam se exaltado durante as conversas sobre os contratos de concessão da Arena Corinthians após a Copa do Mundo. A tensão girava em torno da desconfiança mantida pelo conselheiro Edgard Ortiz no acordo traçado pela diretoria com a empreiteira Odebrecht. Os problemas, porém, foram negados pelo próprio Rosenberg, que ainda elogiou o comportamento de Ortiz no encontro.

“Tudo que propusemos foi aprovado por unanimidade. O Conselho está feliz, o Edgard Ortiz é boa gente, muito bem intencionado, e ele se mostrou satisfeito depois que eu terminei a minha exposição”, comentou o vice-presidente do Timão, em um evento organizado para anunciar uma parceria que viabilizará a construção de arquibancadas provisórias na Arena.

A paz interior exaltada por Rosenberg fez com que o dirigente afastasse qualquer polêmica envolvendo a cúpula do Timão. “O Corinthians está em um período que valoriza até se cagar esterco. É preciso entender que o clube vive em clima eleitoral e ser presidente do Corinthians é tão grandioso que muitas pessoas acalentam esse sonho”, acrescentou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O vice-presidente Rosenberg tratou de negar qualquer crise nos bastidores do Timão: "Valoriza até se cagar esterco"
O vice corintiano também aproveitou para comentar sobre o processo de reestruturação do clube a partir da gestão de Andrés Sanchez. Rosenberg procurou apontar a ausência de uma oposição enérgica e de ex-presidentes envolvidos na política alvinegra como um dos grandes fatores que estimularam o ressurgimento da equipe após a queda para a Série B do Brasileiro, em 2007.

“No mandato do Andrés, a gente saía de uma crise muito brava e o nosso grupo trabalhava com muita tranquilidade. Aqui a coisa é um pouco mais complicada. Eu quero fazer uma tese de mestrado sobre o índice de deterioração gerencial. A ideia é de que quanto mais ex-presidentes vivos, mais ferrado um clube está. O Andrés teve a sorte de não ter praticamente nenhum e agora cada um dos seus auxiliares se acha no direito de se sentir o sucessor”, concluiu.

Rosenberg cita até o rival Palmeiras para exaltar paz interna no Timão - O posicionamento mantido pelo vice-presidente do Corinthians fez com que a presença de Mustafá Contursi, mandatário do rival Palmeiras entre 1993 a 2005, também virasse assunto. Segundo o dirigente, o caso alviverde é o principal exemplo de interferência externa na administração interna de um clube.

“Este é um caso explícito. É natural o que eu estou falando. A maior pulverização ao poder é a briga de antigos presidentes que querem chegar ao poder. É ruim para todos os clubes. O fato de o clube estar no bojo de um processo revolucionário com a queda do Dualib facilita a nossa vida. E não tenha dúvida que isso foi crucial para fazer tudo que fizemos até hoje”, ponderou Rosenberg.

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