Futebol/Campeonato Brasileiro Série B - ( )

Sem apoio de ‘massa’, Azulão reclama de pênalti cancelado por Vuaden

Thiago Bastos Ferri, especial para a GE.Net São Caetano do Sul (SP)

Quando Vandinho caiu dentro da área, o árbitro Leandro Vuaden não teve dúvidas e apontou para a marca da cal. O gaúcho, porém, desistiu da decisão ao conversar com seu auxiliar, Dibert Pedrosa Moisés e ainda expulsou o atacante do São Caetano, acusando-o de ter simulado a falta (antes, o camisa 18 já havia sido advertido com o amarelo).

A atuação do trio de arbitragem neste lance não agradou aos jogadores do São Caetano, que não imaginam ver a mesma situação acontecer com os rivais pelo G-4, conhecidos pelo forte apoio de suas torcidas. “É complicado. O São Caetano não tem a expressão de Goiás, Atlético-PR, Vitória e se isso acontecesse no Barradão ou no Serra Dourada, tenho certeza que não voltariam atrás. Já deu, então põe na cal e bate, mas com o São Caetano é tudo mais difícil”, reclamou o zagueiro Gabriel.

O defensor disse que Vandinho, após a partida, confessou ter recebido o toque, e por isso caiu dentro da área. Harlei, que participou daquela jogada, porém, defendeu-se ao alegar que não houve o contato com o jogador do São Caetano naquela jogada. Para Gabriel, a falta de um grande público também é um fator que influenciou a decisão de Vuaden.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Leandro Vuaden é cercado por jogadores do São Caetano e Harlei, após cancelar marcação de pênalti em Vandinho
“Temos uma pequena torcida que nos apoia, mas não é aquela massa. Então isso nos complicou muito”, acrescentou o defensor, que atuou no empate por 1 a 1 contra o Goiás, acompanhado por 2.785 torcedores. O número foi até grande, comparado com a média de público da equipe na Série B: abaixo de 500 pessoas.

Ainda assim, os poucos que estiveram no Anacleto Campanella na tarde desse sábado tentaram fazer do estádio um caldeirão. Após a anulação do pênalti em Vandinho, os torcedores passaram a pegar no pé de Dibert Pedrosa Moisés. Depois da jogada, o time da casa teve outra falta em seu favor dentro da área (esta, porém, realmente marcada), e Aílton desperdiçou a batida.

Já com o término do jogo, os poucos que ficaram no estádio bradaram ofensas contra o meio-campista, que cobrou a penalidade defendida por Harlei. Durante a semana, a diretoria do Azulão havia colocado na cidade anúncios chamando os habitantes da cidade para apoiarem o time neste sábado. A ideia era receber um público “bom e paciente”.

“Realmente, o público foi maior hoje. A equipe correu, se dedicou e jogamos mais que o Goiás, tentamos até a última possibilidade um resultado positivo que não veio. Então agradeço, sempre vem o que reclama de tudo, mas faz parte. Eles agem com a razão e cabe a nós atuar com a razão”, decretou o treinador, Aílton Silva.

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