O dia 4 de janeiro de 2012 foi marcado pelo adeus de um dos maiores ídolos da história do Palmeiras. Na reapresentação do elenco para a temporada, Marcos informou à diretoria sua decisão de deixar os gramados. Mas a aposentadoria do goleiro não foi a única baixa neste ano na galeria de ídolos palmeirenses.
O rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro abalou também a visão que os torcedores têm de dois profissionais que já foram idolatrados no Palestra Itália: Valdivia e Luiz Felipe Scolari. O meia ainda faz parte do clube, mas ficou fora da reta final na luta contra a degola, por conta de uma lesão no joelho esquerdo.
O Verdão parcelou em 40 vezes uma dívida que, com juros, ultrapassou os R$ 30 milhões. O investidor que ajudou na contratação, Osório Furlán Júnior, dono de 36% dos direitos, perdeu o interesse no jogador há muito tempo e almeja uma negociação. Mas a atual diretoria recusou as sondagens que recebeu do futebol árabe no decorrer da temporada e apostou na permanência do meia, que não pôde ajudar o time.
A última grande contribuição do camisa dez foi na fase final Copa do Brasil, quando marcou o gol do empate por 1 a 1 com o Grêmio, na semifinal, e um gol na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, na primeira partida da decisão. O jogo contra o clube gaúcho aconteceu pouco depois de um drama vivido fora de campo por Valdivia, que sofreu um sequestro relâmpago na capital paulista. A esposa do jogador, Daniela Aranguiz, que também estava no veículo, decidiu voltar a morar no Chile.
Já Felipão também voltou ao clube em meados de 2010, mas com um grau de idolatria bem maior. Afinal, é apontado como um dos principais treinadores da história da agremiação, pois, em sua primeira passagem, conquistou a tão sonhada Copa Libertadores da América.
No entanto, o segundo ciclo no Verdão foi bem diferente. Apesar de ter suportado outros vexames, como a eliminação diante do Goiás na Sul-americana de 2010 e a goleada por 6 a 0 para o Coritiba no ano passado, Scolari sucumbiu diante da péssima campanha neste Nacional e se sustentou no cargo apenas até a derrota por 3 a 1 para o Vasco, em 12 de setembro, pouco tempo depois de ter levantado a taça da Copa do Brasil.
Na época da saída do técnico, o Verdão já ocupava a penúltima posição no campeonato e não exibia qualquer poder de reação em campo, o que motivou o fim do ciclo do pentacampeão, que sofria fortes críticas de parte da torcida e se via em meio à intensa guerra política dos bastidores.
Apesar da despedida antes de o rebaixamento ter sido sacramentado, o treinador também carregará sua parcela de responsabilidade na queda e tem seu status abalado perante o torcedor que tanto gritou seu nome no passado.
