Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Timão utiliza Mané Garrincha para justificar investimento temporário

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A média de quase 25 mil pagantes no Campeonato Brasileiro fez a torcida do Corinthians questionar a decisão da diretoria de buscar parceiros para investir R$ 35 milhões em arquibancadas provisórias no seu novo estádio. Os assentos serão erguidos especialmente para o primeiro jogo da Copa do Mundo de 2014 e tiveram o seu valor justificado pela cúpula alvinegra com base no montante de dinheiro gasto em outras cidades-sede.

Responsável por divulgar o consórcio que isentará o Timão de qualquer custo nesta empreitada, o vice-presidente Luis Paulo Rosenberg utilizou o Mané Garrincha, em Brasília, para defender os custos estipulados para as obras da Arena Corinthians. Com entrega prevista para fevereiro, o estádio contou com financiamento estatal para ficar pronto e terá capacidade para 70 mil pessoas em uma cidade que só conta com um time na Série C.

“São Paulo tem que mostrar liderança. O nosso caso é um contraponto ao de Brasília. A cidade é um vazio futebolístico e conta com recursos estatais nas obras de seu estádio. Depois o governo tem que buscar clubes em outros Estados para não deixar o local vazio. O Corinthians jamais vai mandar um jogo contra o Palmeiras longe de sua torcida, em Brasília. As nossas soluções são de mercado e transparentes”, afirmou Rosenberg.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Rosenberg garantiu que a Arena Corinthians não terá os problemas estruturais do Morumbi e do Engenhão
O vice-presidente corintiano também ressaltou as dificuldades que seriam impostas pelo governo a qualquer mudança no projeto inicial das obras. A Fifa exige que o estádio escolhido para a estreia de uma Copa do Mundo tenha ao menos 60 mil lugares disponíveis para torcedores. Como o projeto da diretoria corintiana é montar a Arena com apenas 47 mil assentos, a solução encontrada foi a mesma já utilizada no Mundial da África do Sul, em 2010, e nas Olimpíadas deste ano, em Londres.

“Quando o Corinthians precisou de um estádio com mais de 50 mil lugares? Arquibancadas definitivas iriam aumentar o custo do estádio em 100 milhões. Seria um investimento substancial para construir uma ala que não dá retorno. A Prefeitura também é muito mais rigorosa com alimentos, banheiros e até circulação de pessoas em casos como este”, destacou o dirigente.

Com a participação da iniciativa privada assegurada na única pendência corintiana com a Fifa, a diretoria foca em investimentos específicos para garantir o retorno financeiro ao clube. E, segundo Rosenberg, a infraestrutura da Arena proporcionará uma comodidade muito maior ao torcedor que está acostumado a assistir a jogos de futebol no Pacaembu, Morumbi ou até mesmo no Engenhão.

“Os detalhes de acabamento do nosso estádio são muito mais sofisticados. Isso não quer dizer que o Corinthians está esbanjando dinheiro. Eu estou dando para poder cobrar e nós não podemos fazer isso no Pacaembu. Se eu estou pensando em cobrar um milhão no nosso camarote, é bom eu fazer algo que não tenha a cara do Engenhão ou do Morumbi, que quando a bola sobe você não consegue enxergar nada. Nós só investimos naquilo que voltará com lucro de 15%”, concluiu o mandatário.

Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade


Publicidade

Publicidade