Em visita a São Paulo para o sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que ocorrerá no sábado, o francês Jérôme Valcke não está temeroso com as chacinas deflagradas nas periferias do município que sediará o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014. O secretário geral da Fifa comparou o problema à desconfiança que existia em relação à África do Sul no Mundial de 2010.
“Perguntei sobre segurança pública ao prefeito e ao governador de São Paulo quando fomos visitar o estádio de Itaquera. É um tema muito importante, de responsabilidade do governo. Recebíamos dúvidas como essa diariamente na África do Sul. Havia vários problemas lá, mas não aconteceu nada na Copa. O governo brasileiro é forte o bastante para também encontrar soluções. É algo que está topo da lista de prioridades do Ministério do Esporte e na agenda da presidente Dilma Rousseff”, afirmou Valcke.
Ao escutar as palavras do secretário geral da Fifa, com quem já se desentendeu por ouvir críticas à preparação brasileira para receber o Mundial, o ministro Aldo Rebelo abriu um sorriso de satisfação. “Temos debatido segurança não apenas em São Paulo, mas no Brasil inteiro. Aconteceram problemas recentes aqui, mas o governo estadual adotou as providências necessárias, contando com o apoio do governo federal”, disse.
A diretoria da Fifa está em São Paulo para a realização do sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que ocorrerá no sábado. Na recepção a Valcke e ao presidente Joseph Blatter, os dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo têm destacado bastante as condições paulistas de receber o Mundial.
“Foi um ano interessante”, avaliou Valcke. “Trabalhamos muito nas visitas das 12 cidades. São Paulo tem um incrível estádio e vem recebendo bons investimentos dos governos municipal, estadual e federal. Sabemos do comprometimento para haver segurança na Copa do Mundo”, concluiu o secretário geral da Fifa.
