Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Voto vencido, Andrés confirma saída de Mano para ter “novos métodos”

Gabriel Carneiro, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Em entrevista coletiva concedida no final da tarde desta sexta-feira, na sede da FPF (Federação Paulista de Futebol), Andrés Sanchez, diretor de seleções da CBF, confirmou a demissão do técnico Mano Menezes após reunião realizada nesta manhã, em São Paulo. Além de Andrés, que foi voto vencido na decisão da saída do treinador, participaram desta assembleia o vice Marco Polo Del Nero e o presidente da entidade, José Maria Marin.

“Se mudar muito o grupo e se der bem, realmente o treinador deu errado. Se não mudar nada e continuar igual, errada é a CBF, só o futuro vai dizer Pode atrapalhar como pode ajudar a saída do Mano, porque futebol é complexo. Quem entendeu que tem que ter um novo método tem que ser respeitado”, disse Andrés Sanchez, visivelmente contrariado com a saída de Mano e de toda a sua comissão técnica a cerca de um ano e meio da Copa do Mundo

Segundo o dirigente da CBF, a demissão logo após o título do Superclássico das Américas não foi motivada por maus resultados da Seleção Brasileira, mas por uma decisão de Marin que compreende a necessidade de novos métodos na gestão da equipe para a temporada 2013, quando há a disputa da Copa das Confederações em solo nacional.

“Eu achei que não era o momento. Assumi isto. Mas respeito os motivos e critérios e compreendo o planejamento que eles querem para o ano que vem. Vocês têm que entender que, a partir do ano que vem, ele quer outro método, e ele está na posição dele de presidente”, comentou Andrés, negando qualquer tipo de frustração pela saída de Mano, com quem trabalhou no Corinthians: “Não estou frustrado. E volto a repetir: foi uma quebra de trabalho que não era o momento certo”.

O próprio Andrés Sanchez foi o responsável por fazer o comunicado ao técnico Mano Menezes, que teria ficado abatido pela demissão: “Ninguém gosta de uma notícia dessas, mas acontece e ele está preparado pra qualquer outro clube ou seleção. Eu comuniquei. Acho que não era o momento, mas respeito argumentos que foram dados e vamos seguir. Pra mim nunca falaram nada. Eu estou lá de boneco, não sei nada”.

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