Futebol/Mundial de Clubes - ( )

Vítima de “trairagem” em 2000, Nenê tenta consolar volante Guilherme

Helder Júnior São Paulo (SP)

“O Guilherme ficou fora? Aquele que veio da Portuguesa?”, surpreendeu-se o ex-zagueiro Nenê, quando soube que a Fifa ainda não aceitou a inscrição do volante do Corinthians no Mundial de Clubes. Em seguida, sobraram palavras de consolo para o comandado de Tite.

“É difícil aconselhar alguém em um momento desses, mas o Guilherme deve tentar ficar tranquilo. É normal estar nervoso, querendo resolver de qualquer jeito, mas o melhor é ter paciência. Sei bem como funciona”, disse Nenê, hoje técnico do time sub-20 do Grêmio Osasco.

O ex-zagueiro fala do problema enfrentado por Guilherme com experiência própria. Campeão brasileiro pelo Corinthians em 1999, Nenê se machucou às vésperas do Mundial de Clubes de 2000 e, mesmo recuperado, não foi inscrito no torneio. O clube, na época, preferiu contratar Adilson e Fábio Luciano para o setor.

Entenda melhor a decepção de Nenê

Em entrevista publicada pela GE.net na semana passada, Nenê definiu a sua ausência no Mundial de 2000 como um caso de “trairagem”. Reclamou de dirigentes e empresários da época e até do técnico Oswaldo de Oliveira, sem “pulso” para resolver a situação. Ainda assim, o ex-zagueiro (são-paulino na infância) tem gratidão pelo Corinthians.

Já Guilherme só não está inscrito no Mundial deste ano em virtude de um entrave burocrático. A Fifa não aceita a participação do volante no torneio porque a sua saída da Portuguesa ocorreu após o prazo da janela de transferências internacionais expirar, no meio do ano. O Corinthians alega que, por se tratar de uma transação nacional, o jogador tem condições legais de atuar no Japão, em dezembro.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Fora do Mundial de 2000, Nenê apoiou Guilherme, que pode ser ausência no torneio deste ano
Caso Guilherme realmente fique fora do Mundial, o premiado com a vaga no grupo de Tite será o também volante Willian Arão. No empate por 1 a 1 com o Santos, domingo, no Pacaembu, o técnico chegou a testar a improvisação do zagueiro Anderson Polga na contenção de seu meio-campo como precaução para uma emergência no Japão.

“O Guilherme é um volante que tem qualidade e vem sendo aproveitado pelo Tite”, elogiou Nenê. “Era um cara que podia disputar o Mundial. Se não jogar, vai ficar chateado. Ninguém costa de estar fora o time. É a mesma coisa que aconteceu comigo em 2000, com muitos pensamentos ruins passando pela cabeça”, completou.

Nenê sabe que só o tempo resolverá a possível frustração de Guilherme. “Aos poucos, você vai esquecendo, sempre ficando chateado em alguns momentos. É complicado”, concluiu o quase campeão do mundo de 2000.

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