Cássio já havia avisado ao técnico Tite que não pediria dispensa da Seleção Brasileira se fosse convocado por Mano Menezes para disputar o Superclássico das Américas em 21 de novembro, em La Bombonera. Nem seria necessário. Apesar de ter sido chamado para o jogo contra a Argentina de 3 de outubro (que foi adiado por falta de energia elétrica na cidade de Resistencia), o goleiro do Corinthians acabou preterido na convocação de terça-feira.
“Mas a minha motivação permanece alta. Sempre será assim. Jogo no Corinthians, um grande clube, que proporciona muitas coisas a seus jogadores. Meu foco é o time”, disse Cássio, evitando atrito com Mano Menezes – que foi seu treinador no Grêmio. “A convocação é critério dele. Por mim, eu estaria sempre na Seleção. Quem não queria? Só que preciso respeitar a opinião do Mano.”
Empresariado por Carlos Leite, mesmo agente de Mano Menezes, o corintiano ainda não desistiu de voltar à Seleção Brasileira. “Na primeira vez em que fui convocado, estava pronto para jogar. Tentei fazer o meu melhor nos treinos. Cabe ao treinador decidir se sirvo para o time dele ou não. Acredito que, jogando bem no Corinthians, vou estar credenciado a brigar pela posição”, afirmou.
De qualquer forma, o Corinthians terá representantes no Superclássico das Américas – a contragosto de Tite, que queria contar com todos os seus atletas durante a preparação para o Mundial de Clubes de dezembro, no Japão. O lateral esquerdo Fábio Santos e os volantes Ralf e Paulinho estão na lista da Seleção Brasileira para o jogo, enquanto o atacante Martínez deverá figurar na da Argentina.
