Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Revista elege "atrapalhado" Tite como homem mais influente do Brasil

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

As conquistas de Tite com o Corinthians não se limitam apenas ao futebol. Responsável por conduzir a equipe ao inédito título da Libertadores e concentrado na possível final contra o Chelsea, no Mundial de Clubes da Fifa, o treinador alvinegro foi eleito pela revista Alfa como o homem mais influente do ano no Brasil. O prêmio deixou o comandante lisonjeado, mas também serviu para revelar a timidez do técnico longe do futebol.

A lista formulada pela publicação colocou o treinador do Corinthians à frente de importantes personalidades nacionais. O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o ator Reynaldo Gianecchini, o ginasta medalhista de ouro em Londres, Arthur Zanetti, e o atacante Fred, do Fluminense, foram alguns dos nomes superados por Tite. No entanto, a sua importância longe dos gramados não escondeu o incômodo gerado ao vestir terno e gravata para participar do pleito.

“Eu fui entrevistado após essa eleição, mas o meu negócio é futebol. Eu fico meio atrapalhado com essas coisas. Já foi uma briga para tirar foto colocando terno e gravata. Esse não é o meu chão. Meu chão é cheio de grama, batendo na bola e treinando o Corinthians”, disse o encabulado treinador, que não se esqueceu de agradecer a todos os que contribuíram para as suas conquistas dentro e fora de campo.

“Esse reconhecimento vem com a grandeza do clube, da torcida e dos jogadores. O time sempre é representado por alguém em determinado momento. E foram essas pessoas que me ensinaram a dividir e a vencer esses prêmios como equipe”, acrescentou o técnico, contratado para assumir o Corinthians em 2010 e idealizador do projeto que levou o Timão aos títulos do Campeonato Brasileiro, de 2011, e da histórica Libertadores deste ano.

Apesar de ter o apoio de toda a diretoria para continuar à frente do Timão nas próximas temporadas, Tite ainda não sabe se seguirá no clube após o encerramento de seu vínculo. O treinador entende que passagens de longa duração por clubes podem gerar um desgaste natural no trabalho realizado por todo o grupo. Este posicionamento, contudo, ainda é uma mera especulação e não influencia em nada na preparação do técnico para o Mundial.

“Tudo depende do que vai acontecer e do trabalho que será feito. A regra diz que existe um desgaste muito grande como profissional. Vai depender do clube e de sua própria avaliação. Esse é o primeiro passo. Depois do técnico concorda com o que será estipulado. Vai ter que ir por esse ou por outro caminho para ajustar o trabalho. Isso tudo já foi exceção para dois anos, imagina para três”, completou Tite.

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