Futebol - ( )

Danilo cadencia noite de autógrafos e curte carinho da Fiel

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Júlio Kalil, de quatro meses, implorou ao pai para tirar uma foto com Danilo, que visitou uma das lojas oficiais do Corinthians na noite de quinta-feira. “Foi mais ou menos isso. Ele não fala, mas a gente entende bem a linguagem”, sorriu o médico Bruno Saba, de 33 anos, enquanto o menino batia palmas alegremente.

O pequeno alvinegro nasceu em 12 de julho, na semana seguinte à conquista da Copa Libertadores. A mãe, Mariana, de 33 anos, não pôde assistir ao jogo contra o Boca Juniors “para não ficar nervosa” e não viu o genial passe de calcanhar de Danilo que abriu caminho para o triunfo inédito do Timão.

Nem precisava ter sido gênio na decisão. Àquela altura, o meia já havia deixado para trás a marcação forte da torcida, que antes pegava no pé. Sempre no seu ritmo, quase dois anos após a chegada ao Parque São Jorge, ele ganhou a Fiel com participação decisiva no Campeonato Brasileiro de 2011.

“Futebol é assim. A gente conquista os torcedores com título. E eu fiz um grande campeonato”, disse o jogador, que atendeu à reportagem da GE.net entre um e outro autógrafo na unidade Higienópolis das lojas Poderoso Timão, com um assédio inimaginável um ano antes do nascimento de Júlio.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O meio-campista Danilo suou a camisa, mas ganhou a confiança da torcida corintiana em seu próprio ritmo
A lentidão de Danilo não incomoda mais. Só o dono da loja pedia pressa nas assinaturas e fotografias, mas os corintianos que faziam fila na porta mostraram já ter compreendido a cadência do camisa 20, importante na luta pelo Mundial, daqui a duas semanas, no Japão.

Ainda que curta o duradouro bom momento, o meio-campista lida de maneira tranquila com os aplausos. Exatamente como fazia com as vaias em 2010 – no período em que o Pacaembu se desesperava a cada giro dado por ele com a bola nos pés – o atleta parece relativamente alheio aos merecidos elogios.

“Eu só tenho que fazer o meu trabalho. Às vezes, na hora ruim, o cara se esconde. Eu, não. E, na hora boa, você também tem que manter a tranquilidade”, afirmou o jogador, pouco depois de dar atenção a uma fã mais desinibida. “Ele é muito simpático”, vibrou a garota, com sua camisa devidamente autografada.

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