Futebol/Campeonato Brasileiro Série A - ( - Atualizado )

Tite se contém ao falar de Martínez: “Eu também tenho um lado negro”

Edoardo Ghirotto, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A emblemática reclamação de Tite com Luiz Felipe Scolari, em um clássico entre Corinthians e Palmeiras disputado no ano passado, tornou o treinador um ícone. Ao acusar o seu rival de “falar muito” ao longo das partidas, o comandante mostrou que sua carreira havia passado por mudanças e passou a medir mais as palavras antes de comentar sobre determinados temas. E foi assim que o técnico tratou o assunto envolvendo Martínez.

O atacante argentino chegou a dizer na última semana que não iria ficar no Corinthians caso não recebesse mais chances entre os titulares. Preocupado com o seu futuro na seleção de seu país, o atleta admitiu que precisa de uma sequência de jogos e não tem interesse de permanecer na reserva em 2013. Embora vista com naturalidade por Tite, a postura adotada por Martínez ‘esquentou’ o sangue frio do treinador nesta terça-feira.

“Certas pessoas reagem de maneiras diferentes a uma provocação. Eu procuro me conter. Eu também tenho meu lado negro. Tenho vontade de responder no mesmo tom. Mas aí eu lembro do posto que eu ocupo, do meu passado e do time que eu dirijo. Eu também tenho que ver o contexto que a resposta foi dada diante de uma provocação. Eu já fui intempestivo, mas não sei se é o meu sangue frio, sangue de barata ou a experiência que eu tenho. Agora a gente vai segurando a peteca e precisa olhar a resposta no conjunto da obra”, declarou Tite.

O técnico já havia adotado ponto de vista semelhante no início desta temporada. Ao contratar uma série de nomes de peso para a disputa da Copa Libertadores, o Corinthians manteve a concorrência acirrada e deixou jogadores de renome no banco de reservas. A alternativa foi atender aos desejos de alguns atletas e se desfazer daqueles que não teriam seguidas oportunidades ao longo do Campeonato Brasileiro.

“Lutar não é nem o termo a ser usado, mas sim conscientizar. Eu vou conscientizar os atletas de que a equipe é forte. Assim como aconteceu com o Willian, Liedson, Alex, Castán... Aqui tem uma equipe forte e vamos tentar permanecer com todos. Mas o atleta tem que querer e o técnico precisa achar bom. Precisamos conjugar estes fatores e ver o que é bom para nós”, encerrou o treinador.

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