Motor/Fórmula 1 - ( - Atualizado )

Alonso admite chances reduzidas e torce por corrida caótica

André Sender e Bruno Ceccon São Paulo (SP)

Beneficiado por uma punição ao venezuelano Pastor Maldonado, Fernando Alonso começará o Grande Prêmio do Brasil na sétima colocação. Com o alemão Sebastian Vettel no quarto lugar, o espanhol admite que suas chances de título são remotas e torce por uma prova tumultuada.

“Para alcançar nosso objetivo, que é vencer entre os pilotos e continuar em segundo entre os construtores, precisamos de uma corrida caótica. Se for tudo dentro da normalidade, dificilmente vamos vencer e o Vettel ficará em quinto (combinação necessária para dar o título ao espanhol)”, declarou Alonso.

Um dos fatores que podem tumultuar a corrida em Interlagos é a pista molhada, desejada pelo representante da Ferrari. “A chuva com certeza é bem vinda. É perigoso, porque com chuva você pode cometer um erro e sair da corrida, mas sem isso fica ainda mais complicado”, declarou.

A 13 pontos de Sebastian Vettel (273 a 260), Fernando Alonso precisa, pelo menos, terminar no pódio para ter chances de conquistar o título. Ainda que torça abertamente pela chuva, o espanhol acredita na possibilidade de chegar entre os três primeiros no seco.

AFP
Fernando Alonso sabe que precisa de corrida fora da normalidade para ser campeão em São Paulo
“Eu acho que é possível. Em Abu Dhabi, pensava que não terminaria no pódio e fui o segundo, brigando pela vitória com o Kimi [Raikkonen]. Em Austin, não estava rápido durante o final de semana e fui terceiro. Quem sabe? Soubemos reagir em todos os domingos e acho que amanhã não será diferente”, apostou.

Diante da falta de competitividade do carro da Ferrari, principalmente no começo da temporada, chegar até a última etapa ainda na briga pelo título é um feito, argumenta Fernando Alonso. Desta forma, independentemente do resultado de domingo, o espanhol se diz satisfeito.

“Se tivesse feito um campeonato dentro do normal, já teria saído da briga pelo campeonato. Para os fãs, amanhã é tudo ou nada. Eles terão uma alegria ou uma decepção enorme. Mas para nós será um prêmio se conseguirmos o título e caso contrário, devemos estar orgulhosos por ter feito o nosso melhor”, declarou.

Com chances remotas de superar Vettel, Alonso chegou a citar o objetivo de terminar o campeonato de construtores à frente da McLaren, que fez uma dobradinha no treino classificatório no Brasil com os britânicos Lewis Hamilton e Jenson Button. A uma etapa do final, a Ferrari tem 14 pontos de vantagem na disputa (367 a 353), já vencida pela Red Bull.

“Para ganhar o Mundial de Pilotos, sabemos que precisamos de uma combinação de resultados improvável. É a última corrida e temos que tentar de tudo. Vamos ver se conseguimos fazer pontos suficientes para terminar na frente da McLaren no de Construtores”, declarou.

Veja as chances de cada piloto na briga pelo Mundial:

 
 

 

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